Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Covas e Doria liberam abertura de parques na cidade de SP nos fins de semana e feriados

Prefeitura de São Paulo limitará acesso a 60% da ocupação; Parque do Ibirapuera passa a ser gerido por concessionária

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2020 | 12h57
Atualizado 26 de outubro de 2020 | 17h35

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou na manhã desta segunda-feira, 26, que os parques municipais voltarão ao funcionamento normal nesta semana, liberando a abertura também nos sábados, domingos e feriados. O acesso de frequentadores aos espaços será limitado a 60% da ocupação, com o controle de acesso para frequentadores.

Anúncio semelhante foi feito para os parques estaduais durante coletiva do governo João Doria (PSDB). A retomada inclui os parques da Água Branca e Villa-Lobos, na zona oeste, da Juventude e Horto Florestal, na zona norte, e do Guarapiranga, na zona sul, dentre outros. Doria também anunciou a liberação de visitas a cemitérios durante o Dia de Finados, que ocorre na próxima semana, em 2 de novembro. Ele destacou, contudo, que a decisão final sobre a permissão é das prefeituras.

Segundo Covas, a Vigilância Sanitária municipal interpretou que a reabertura é possível, pois a cidade não teve aumento nos indicadores da pandemia do novo coronavírus com as recentes flexibilizações da quarentena. A decisão será publicada no Diário Oficial de terça-feira, 27. Já a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, destacou a necessidade dos frequentadores respeitarem os protocolos de distanciamento social e o uso de máscaras.

Em julho, quatro parques receberam sinalizações com círculos no chão para facilitar o distanciamento social entre frequentadores. O receio de atrair aglomerações era o principal motivo pelo qual os espaços estavam fechados durante os fins de semana e feriados. Ao todo, São Paulo tem 108 parques municipais.

Parque do Ibirapuera passa a ser gerido por concessionária

Também nesta segunda, Covas visitou o Parque do Ibirapuera, que acaba de passou para a gestão privada na última terça-feira, 20. A concessionária responsável, é a Urbia Gestão de Parques  (da Construcap), que já havia começado os trabalhos desde janeiro nos parques Tenente Faria Lima (Vila Sônia), na zona norte, e Lajeado (Guaianases), na zona leste.

Eles fazem parte do mesmo pacote de desestatização, que ainda inclui os parques Jacintho Alberto (Pirituba), na zona norte, Jardim Felicidade (Jardim Felicidade), na zona noroeste, e Eucaliptos (Vila Maria), na zona sul. O acesso segue obrigatoriamente gratuito.

Até 20 de dezembro, a gestão será acompanhada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), em um período de transição. A concessão inclui também equipamentos públicos localizados dentro do parque, como o Planetário, a Oca, o Auditório Ibirapuera, a Escola Municipal de Astrofísica e o Pavilhão das Culturas Brasileiras. Os demais, como o Museu Afro, o MAM, a Bienal e o Viveiro Manequinho Lopes, dentre outros, seguem com as atuais gestões.

Segundo estimativas da concessionária, 90 milhões serão investidos em obras no parque nos próximos três anos, como reformas e restauro de espaços. Na semana passada, foi criado um centro de visitantes temporário no local, no térreo da escola de astrofísica. A concessão é válida por 35 anos e teve como pagamento inicial à Prefeitura uma outorga de R$ 70,5 milhões.

Outra mudança é a abertura do restaurante Madureira Sucos, que passará a ocupar o espaço em que havia uma lanchonete, nas proximidades da Praça da Paz. “Estão previstas também feiras sazonais ligadas à alimentação saudável, sustentável e de qualidade”, diz nota da Urbia.

A jornalistas, Covas disse que medida é uma forma de focar os investimento público em áreas prioritárias, como educação, saúde e moradia. Além disso, falou que, no campo de gestão de parques, a iniciativa privada tem condições de fazer um trabalho até melhor do que o ente público.

Até o momento, a gestão municipal organizou outros três lotes de concessão de parques. O segundo, do Parque Chácara do Jockey, na zona oeste, não atraiu interessados. O terceiro, dos parques Trianon e Mário Covas, na Avenida Paulista, terá o resultado divulgado nesta semana. Por fim, o quarto, do Parque Chuvisco, na zona sul, está em ajustes após passar por audiência e consulta públicas.

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