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Associação de moradores critica ocupantes do Parque Augusta

Em artigo, líderes da Amacon acusam ativistas de vandalismo e desrespeito à vizinhança

Edison Veiga

03 de março de 2015 | 22h28

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Foto: Márcio Fernandes/ Estadão

Foto: Márcio Fernandes/ Estadão

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Por Marta Lilia Porta
e Lia Zalszupin*

A Associação de Moradores e Amigos da Consolação e Adjacências (Amacon), que representa legitimamente os moradores da região da Consolação, Praça Roosevelt e Augusta, espera que o bom senso prevaleça na reintegração de posse do terreno conhecido como Parque Augusta, que é de propriedade particular, e que está marcada para 4 de março. Para os moradores do entorno, o destino do Parque Augusta está sendo decidido por movimentos minoritários radicais, que desrespeitam a lei, sob a falsa bandeira de “defender o verde” mas que, pelo contrário, vêm sucessivamente degradando o bosque remanescente com invasões sucessivas e praticando atos de vandalismo ao pouco que restou da construção original.

Amacon reclama que moradores do entorno estão excluídos das decisões do movimento

A falta de racionalidade destes movimentos, que agridem moral e verbalmente quem ousa discordar deles, ganhou a simpatia de pessoas alheias ao histórico da área. Numa atitude absolutamente antidemocrática, excluem os moradores das discussões e das decisões.

Analisando, ao longo do tempo, a polêmica em torno do Parque Augusta, surge uma pergunta que não quer calar: a quem interessa tanto empenho e radicalismo envolvendo o Parque Augusta? Por que o extremo interesse de políticos de diversos partidos, ou certos grupos, pelo assunto? E por que é tratado como se fosse a única demanda da região? Afinal, são esses interesses que têm impedido, sistematicamente, pelo menos desde 2003, a existência e a fruição do Parque!

Depois da justa e competente aprovação do projeto pelo CONPRESP, fomos surpreendidos pelo comunicado do Ministério Público, segundo o qual o dinheiro repatriado “do Maluf” será usado prioritariamente na aquisição do Parque Augusta.

Para associação, dinheiro público deve ser investido em creches

A Amacon e os moradores da região consideram absurdo usar esse dinheiro desta forma, sendo que para o Parque já existe solução imediata e para as creches, por exemplo, não! Há que se ter em conta, ainda, que a recente invasão do terreno por pseudo-ativistas ilustra suficientemente o que representa a pretendida autogestão do espaço: shows com música altíssima até a madrugada, comércio ilegal de bebidas, tráfico e consumo de drogas, depredação do meio ambiente e patrimônio, uso da área como banheiro e motel a céu aberto.

Os moradores e frequentadores da região apelaram ao senhor prefeito, uma vez mais, para que não use dinheiro público repatriado para desapropriar um parque. Esta minoria autoritária há anos atrasa a implantação do parque.

A população da cidade – carente e atenta às necessidades mais prementes – não vai perdoar o uso do dinheiro público para desapropriar um Parque, em detrimento de creches, saúde, educação e moradia!

A cidade merece o Parque Augusta, em parceria com a iniciativa privada, ainda nesta gestão!

* Maria Lilia Porta e Lia Zalszupin são, respectivamente, presidente e vice-presidente da Associação de Moradores e Amigos do Bairro da Consolação e Adjacências (Amacon).

Leia mais:
>Cronologia: a história do terreno.
>Juiz mantém reintegração de posse.
>Vereadores querem ajuda de Haddad para impedir reintegração de posse.
>Conpresp entende como ‘vitória’ aprovação de projeto do Parque Augusta.
>Dinheiro ‘do Maluf’ pode ser usado para Parque Augusta.
>Lei determina parque em 100% do terreno.
>Outra visão sobre a questão do Parque Augusta, pelo arquiteto Benedito Lima de Toledo.
>Associação defende projeto das construtoras.
>Associação quer permuta para que a Prefeitura assuma o controle do Parque Augusta.
>Presidente de construtora detalha como é o projeto do parque.
>Entenda o histórico do Parque Augusta.

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