Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Gestão Covas coloca sigilo em inspeção de pontes e viadutos com risco em SP

Prefeito disse que quer ter 'total controle' sobre o que vai ser divulgado para a população

Da redação, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2019 | 14h57

SÃO PAULO - A gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) impôs que as empresas contratadas para vistoriar pontes e viadutos em São Paulo assinem um termo de confidencialidade dos laudos produzidos. O desrespeito ao termo prevê consequências jurídicas paras as contratadas. 

O termo impõe sigilo a documentos públicos, como laudos, projetos e contratos. O documento de confidencialidade foi assinado em 31 de janeiro, segundo o jornal Folha de S. Paulo

"Divulgaram atas mal redigidas, criando confusão na população. A gente está com um problema muito sério e grave, não podemos ter laudos parciais, laudos incompletos sendo divulgados", disse o prefeito, neste sábado, 9. 

"[O sigilo é] para a gente ter controle, saber que o que vai ser divulgado diz respeito ao que foi pesquisado. Precisamos ter tranquilidade e divulgar tudo aquilo que a população precisa saber e ter tranquilidade para não ter a divulgação de dados parciais que não condizem com a realidade", completou o prefeito, que foi chamado por promotor para depor sobre a situação dos viadutos

Em nota, a prefeitura explicou que o termo de confidencialidade "refere-se exclusivamente à relação entre as empresas contratadas" e diz que irá divulgar as informações quando houver o resultado do laudo.

Vistorias

 A prefeitura concluiu na terça-feira, 5, a primeira etapa de inspeções em pontes e viadutos da cidade e constatou a necessidade de estudos de engenharia urgentes em 16 de 33 estruturas. Ainda nesta semana, mais duas empresas devem ser contratadas emergencialmente, sem licitação, para a execução dos serviços.

Em novembro, um viaduto na Marginal do Pinheiros foi fechado após ceder dois metros e deve ficar em obras até maio. Dois meses depois, a gestão Bruno Covas (PSDB) interditou uma ponte da Marginal do Tietê por risco estrutural.

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