Zuanazzi diz que não tem apego a cargo e que há crítica injusta

Presidente da Anac diz que já estuda, com a Infraero, a construção de um novo aeroporto na capital paulista

Milton F. da Rocha Filho, da Agência Estado,

25 de julho de 2007 | 10h42

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi, questionado, na comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados sobre o apagão aéreo, se pensa em pedir demissão do cargo, respondeu: "Não sou apegado a cargos." Zuanazzi disse que aceita as críticas à agência, mas que rejeita "as críticas injustas". Ele disse que a agência tem limitações para tomar decisões e rejeitou a responsabilidade pelo congestionamento do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.  Acompanhe o depoimento de Zuanazzi à CPI Zuanazzi previu uma série de problemas para implementar as determinações do Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) para desafogar Congonhas e transferir vôos para o Aeroporto de Guarulhos (SP). "No Rio, foi fácil levar vôos do Santos Dumont parao o Galeão; em Belo Horizonte, foi mais fácil levar vôos da Pampulha para Confins, porque, nos dois casos, os aeroportos estavam ociosos. Em São Paulo, não há ociosidade", afirmou o presidente da Anac. Segundo Zuanazzi, estão faltando equipamentos adequados para atender a demanda dos aeroportos de São Paulo.  Zuanazzi disse ainda que a necessidade da construção de um novo aeroporto em São Paulo não é "de longo prazo, mas sim de médio prazo". Ele acrescentou que estudos já estão sendo feitos em colaboração com a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) sobre o assunto. Zuanazzi depõe, às 10 horas desta quarta-feira, na CPI da Crise Aérea, na Câmara Federal. A CPI do Apagão Aéreo na Câmara ouvirá na quinta-feira, 26, depoimento do chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), o brigadeiro Jorge Kersul Filho. Os deputados decidiram também requisitar à Aeronáutica as informações sobre a análise das caixas-pretas do avião da TAM, envolvido no acidente na terça-feira da semana passada. (Colaborou Luciana Nunes Leal, do Estadão) 

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