Zoológico festeja 54 anos com serpentes

Mostra permanente tem 19 espécies, separadas do visitante por paredes de vidro

CRISTIANE BOMFIM, O Estado de S.Paulo

17 Março 2012 | 03h05

No dia em que completou 54 anos, o Zoológico de São Paulo inaugurou ontem uma exposição permanente de serpentes. Na sala "O caminho da Serpente" há 19 espécies dispostas em terrários que simulam o ambiente em que cada uma vive na natureza, como mangue, floresta e caverna.

Das 19 espécies, 14 foram cedidas pelo Instituto Butantã e só duas não são brasileiras: a píton-bola e a píton-sangue. A primeira é africana e a segunda é da Ásia. Mas as que mais chamaram a atenção dos visitantes na tarde de ontem foram a jiboia do cerrado e a sucuri-verde. "Nossa, como essa jiboia é enorme. E está toda enrolada. Imagina ela esticadona. Deve ser maior do que eu", disse para um amiguinho o estudante Guilherme Denilson Varili Santos, de 10 anos.

Esticada, a cobra tem cerca de 2 metros. "Mas pode chegar a 3 metros", explica o biólogo do zoo Danianderson Carvalho, de 32 anos. Já a sucuri-verde pode ultrapassar os 8 metros.

"Você sabia que essa cobra pode comer um boi inteiro?", comentou o aluno do 5.º ano Rodrigo de Almeida Carnaúba, de 10 anos, enquanto olhava para a sucuri. Segundo o biólogo, a informação é uma lenda. "Um bezerrinho ela ainda consegue atacar, mas um boi é muito grande."

Foram necessários três anos para que a ideia da exposição virasse realidade, segundo Danianderson. Há sete meses começou a construção da sala. Os ambientes dos répteis foram montados de acordo com a necessidade de cada espécie. O terrário da jararaca, por exemplo, se parece com uma casa: tem um rastelo, uma janela e um regador. Isso porque a espécie pode ser encontrada em áreas residenciais em busca de comida.

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