Zoológico está com 38 filhotes, de 13 espécies

Chegada de quatro animais órfãos deixou o berçário com mais crias do que a média; todos recebem cuidados especiais de 15 'mamães-biólogas'

FELIPE TAU / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2012 | 03h03

O Zoológico de São Paulo se transformou em um verdadeiro berçário neste começo de ano. O verão, estação favorável para a reprodução, coincidiu com a chegada de quatro órfãos de fora do parque e deixou a "maternidade" com mais crias que a média.

Enquanto os visitantes se divertem com os 400 animais em exposição, os 38 filhotes de 13 espécies diferentes recebem atenção especial de 15 "mamães-biólogas", que não tiram os olhos dos bichos por um segundo.

Muitos foram resgatados em situação de risco e estão debilitados, como os irmãos tatu-galinha Athos e Porthos. Com 20 dias de vida e 100 gramas cada, foram achados na entrada do zoológico por um visitante.

O resgate foi em 12 de outubro, Dia das Crianças, e, por sorte, eles não sofreram pisões da garotada. "Por serem guerreiros, os nomes se inspiraram no livro Os Três Mosqueteiros", diz a bióloga Amanda Alves.

Assim como tatus, outros animais mais fracos ou com problemas de socialização ficam sob cuidado especial na área técnica. Lá estão gavião-de-penacho, ararajuba, sapinho de riacho, tamanduá-bandeira, lontra, grou-coroado (ave de rapina), cisnes negros e uma falsa coral, nascida anteontem.

Classe. Os animais são divididos por setor, de acordo com a classe. No de aves, por exemplo, há nove simpáticos cisnes negros, o gavião-de-penacho e a ararajuba, ave verde-amarela em risco de extinção. É a primeira vez que seus pais reproduzem.

Todos recebem ração especial e são pesados uma vez ao dia. A ararajuba fica em gaiola com tapete para não se machucar se cair do poleiro. Já os cisnes dormem em boxes de plástico aquecidos, com direito a ursinho. Segundo a bióloga Regiane Paiva, de 30 anos, são eles que cumprem a função de mãe. "Não podemos nos apegar demais, isso pode atrapalhar a evolução dos animais", explica.

Apesar disso, é comum que as biólogas levem os filhotes para casa para amamentá-los durante a fase de quarentena. Foi o caso de Amanda, que por três meses se revezou com uma colega na tarefa de amamentar Tuti, um tamanduá-mirim.

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