Zôo de Bauru expõe animais nascidos em cativeiro

Filhotes de onça, lhama e mico são resultado do programa de reprodução mantido pelo parque

Jair Aceituno, especial para o Estadão,

25 de outubro de 2007 | 17h40

Dois filhotes de onça pintada, uma lhama e dois micos-leões-de-cara-dourada, nascidos em cativeiro, foram colocados em exposição nesta quinta-feira, 25, pelo Zoológico Municipal de Bauru. As onças, um macho e uma fêmea, nasceram há 40 dias, a lhama na segunda-feira e os primatas há 35 dias, dentro do programa de reprodução mantido pelo parque, que dá ênfase aos animais da fauna brasileira ameaçados de extinção. As oncinhas e os micos passaram pelo período de quarentena pós-parto e só agora foram levados para as jaulas públicas, para evitar o estresse no contato com os visitantes, principalmente porque o parque esteve muito movimentado na Semana da Criança. A lhama foi direto porque, reproduzindo-se em grupo, não tem restrições. O diretor do zôo, Luis Antonio da Silva Pires, que vem coordenando o programa de reprodução, lembra que, nos últimos 20 anos, sua equipe já conseguiu o nascimento de mais de 40 espécies entre mamíferos, aves e répteis. Os novos animais são cedidos ou trocados com outros zoológicos, numa parceria supervisionada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). As oncinhas ficarão em Bauru por dez meses e depois serão levadas transferidas aos seus zoológicos de destino. Pires disse que embora haja capacidade técnica e plantel para se fazer reprodução, muitas vezes o trabalho não é executado por causa da incerteza quanto à destinação dos filhotes. Por causa disso, as onças existentes em cativeiro nos zoológicos brasileiros estão com idade avançada, o que exige investimentos na reprodução para garantir o futuro das espécies.

Tudo o que sabemos sobre:
Zôo de Bauru

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.