West Plaza recebe outra multa, de R$ 629 mil

Infração agora é por construção não prevista na planta; centro de compras na Pompeia acumula R$ 900 mil em penalidades aplicadas só neste mês

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h04

A Prefeitura de São Paulo multou em R$ 629,8 mil o Shopping West Plaza, na Pompeia, zona oeste. O centro de compras tem construções em área não prevista na planta original. No início do mês, o espaço já teve o alvará de funcionamento cassado.

Depois da autuação, dada no dia 14, o espaço tem 30 dias para fazer sua defesa. O local pode ser lacrado se não resolver as irregularidades apontadas pela administração municipal. Aberto em 1991, o shopping tem 111 mil metros quadrados, 218 lojas e cerca de 3,5 mil funcionários.

Com a nova penalidade, o empreendimento já acumula mais de R$ 900 mil em multas aplicadas apenas neste mês pela Subprefeitura da Lapa. A informação da nova penalidade foi dada ontem, em boletim divulgado pela Brazilian Mortgages, administradora do fundo que detém 30% do empreendimento. Depois disso, o fundo imobiliário do shopping caiu 7,95%, de acordo com a consultoria Economática. No ano todo, o empreendimento havia valorizado 1%.

No comunicado, a Brazilian Mortgages afirma que o West Plaza "está adotando todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis para evitar que se materializem efeitos negativos decorrentes da referida cassação em relação ao empreendimento". Atualmente, dez shoppings que, assim como o West Plaza, estavam ameaçados de fechar conseguiram garantir o funcionamento com base em decisões liminares da Justiça.

Irregularidades. O centro de compras é suspeito de várias irregularidades. A Prefeitura e o Ministério Público suspeitam que pelo menos 20 mil metros quadrados que não constavam na planta original foram construídos. O espaço teria conseguido obter vantagens após supostos pagamentos ao ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov), Hussain Aref Saab.

O shopping também é investigado pelo Ministério Público por suspeita de ter um de seus laudos de segurança obtido por meio de propina paga a bombeiros. O documento teria sido utilizado pelo centro de compras para a concessão da licença definitiva de funcionamento, concedida pela Prefeitura em 2006. Os shoppings Pátio Higienópolis, Raposo, Paulista e Vila Olímpia também têm suspeita de terem comprado laudos que facilitavam a emissão de alvarás.

O Estado não localizou a Assessoria de Imprensa do centro de compras na noite de ontem. Na ocasião em que o espaço teve a licença cassada, o departamento de comunicação havia informado que não iria se pronunciar. / COLABOROU NAIANA OSCAR

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