Wall Street Journal usa Maroni para ilustrar crise aérea no País

Segundo jornal nova-iorquino, sexo e segurança são assuntos que se misturam na discussão política brasileira

Gustavo Miranda, do estadao.com.br,

05 de setembro de 2007 | 19h32

Sob o título "Sexo e segurança no ar se misturam na política brasileira", um dos maiores e mais tradicionais jornais do mundo, o The Wall Street Journal, publicou em sua primeira página, na edição de quarta-feira, 5, uma reportagem sobre o papel do polêmico empresário Oscar Maroni na crise aérea brasileira. O dono da boate Bahamas ganhou repercussão após o acidente com o Airbus A320 da TAM, em 17 de julho, quando 199 pessoas morreram. Uma reportagem do Fantástico chegou a apontar o prédio do Oscar's Hotel, de Maroni, como obstáculo a pousos e decolagens em Congonhas.O texto do diário nova-iorquino, escrito por Matt Moffett, apresenta Maroni como um distribuidor de revistas adultas que comanda o mais famoso bordel da cidade, o Clube Bahamas. Segundo a matéria, o empresário é conhecido como o "Larry Flynt do Brasil", por conta da maneira como ostenta seu apetite sexual. "Ele espalha que já dormiu com mais de 1,5 mil mulheres", diz o jornal.Preso desde o dia 14 de agosto, Maroni vê agora seu projeto de hotel se tornar o centro de uma amarga disputa envolvendo não apenas questões sexuais, mas também segurança do ar, um assunto carregado de emoção no Brasil. Para o diário, depois de experimentar o colapso no sistema aéreo, prefeitos, juízes e membros do Congresso estão tentando impor novas medidas de segurança.O texto conta a novela em que se transformou a operação da Prefeitura de São Paulo para eleger o empreendimento de Maroni inimigo número um do tráfego aéreo na cidade. "Depois da tragédia, (o prefeito Gilberto) Kassab, acompanhado da imprensa, chegou ao Oscar?s Hotel para embargar a obra. Bloqueou a entrada do lugar e fez o discurso de que a cidade precisava manter o compromisso com a segurança no ar." A reportagem conta a história e planos que Maroni tinha para o Oscar's Hotel - ele pretendia criar um museu da sexualidade. O texto cita ainda a célebre frase do empresário: "Sou imoral, dissoluto e depravado, mas pago os meus impostos e minha situação é legal".O texto apresenta o imbróglio sobre o prédio atrapalhar ou não as operações de Congonhas. E cita uma frase de um editorial do Estadão sobre o empresário: "Figuras envolvidas em atividades marginais permanecem longe ou acima da lei". "Mas é fato que Maroni também está cheio de fãs", acrescenta a reportagem. var keywords = "";

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