'Vou tirar férias e me aposentar da polícia'

O ex-delegado-geral da Polícia Civil Marcos Carneiro Lima disse ontem que a burocracia foi um dos obstáculos que enfrentou em sua gestão. Após férias e licença-prêmio, ele pretende deixar a carreira policial.

Entrevista com

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

27 de novembro de 2012 | 02h05

Qual a principal dificuldade que o senhor enfrentou? Uma estrutura que vem de décadas de uma polícia cartorial (burocrática). Isso não é culpa dos policiais civis, mas da administração pública, que não tem o foco voltado para uma polícia eficiente. A investigação criminal é função primordial da polícia e, em segundo, o atendimento de vítimas na delegacia.

Qual será o grande desafio de seu sucessor (Luiz Maurício Blazeck)? Resgatar a Corregedoria. Para mostrar que a Polícia Civil deve ser uma instituição forte, respeitada. A Polícia Civil não é de segunda categoria. O Ministério Público, por exemplo, tem o direito de fazer investigação, mas juntamente com a polícia.

O que o senhor pretende fazer agora? Entre licença-prêmio e férias, tenho 14 meses. Depois, vou me aposentar da polícia. Tenho carteira de advogado, quero trabalhar em outras áreas. Penso na vida acadêmica, em ser útil à sociedade.

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