'Vou movido pela inércia até a plataforma'

Quem usa a Estação Paulista diariamente não precisa de estatísticas para atestar que ela é inadequada para a demanda atual - e lá o aperto é constante, até na hora do almoço e no meio da tarde.

O Estado de S.Paulo

27 Abril 2012 | 03h02

"Já peguei essa transferência da Estação Consolação para a Paulista às 16h, fora do que eles chamam de horário de pico, e simplesmente não consegui andar. Nem sei como cheguei até a outra plataforma. Fui movido pela inércia", contou o geógrafo Diogo Moreira, de 31 anos, que pega o metrô diariamente na Estação Butantã e vai até a Trianon-Masp, sempre com baldeação pelo túnel da Estação Paulista.

"Sempre foi assim, desde que eu uso essa estação. A gente demora muito para passar nesse corredor", diz o auxiliar de vendas Maurício Lima, de 22 anos, que mora na zona oeste e trabalha na Avenida Paulista.

Para o professor da Escola Politécnica Telmo Girotto, a Linha 4-Amarela passa por um momento ruim de superlotação, mas vai melhorar. "Hoje estamos em um dos piores momentos possíveis. A demanda por transporte cresceu, atrelada ao crescimento da economia. Tudo indica que isso vai estabilizar. Mas, enquanto a malha básica do metrô não está pronta, vai sempre ter uma sobrecarga localizada."

O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, já afirmou que "se a Linha 5-Lilás estivesse pronta, como era previsto, a zona sul teria mais opções e não desembocaria todo mundo na Linha 4-Amarela". A Linha 5-Lilás atrasou por suspeita de fraude na licitação. /N.C.

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