Voos não poderão mais passar pela Paulista Câmara quer flexibilização

Rota de helicópteros fica no caminho de Congonhas e tem muitos prédios e antenas

O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2012 | 02h03

Além da altitude de voo, diversas modificações foram feitas nas Rotas Especiais de Helicópteros (REH) na capital paulista. Uma delas é a extinção da rota da Avenida Paulista, na região central. A partir do dia 13 do próximo mês, para quem voa de helicóptero, aquela via deixa de ser uma opção de caminho.

Decolar de qualquer heliponto ou pousar ali, porém, segue permitido. A diferença é que será preciso fazer trajetos alternativos, como o da Avenida Brasil. A medida foi anunciada anteontem no Seminário da Associação Brasileira de Pilotos de Helicóptero (Abraphe).

Dois motivos levaram o Serviço Regional de Proteção ao Voo (SRPV-SP) a acabar com o vaivém de helicópteros na Paulista. O primeiro é a profusão de prédios altos e antenas naquela região. Segundo Carlos Heredia, consultor do SRPV que criou as REH, em 2004, a verticalização, somada ao fluxo de helicópteros no principal centro financeiro da cidade, pedia uma melhor distribuição dos voos. "Da época em que a rota foi criada até hoje, muitos obstáculos surgiram", diz Heredia.

Congonhas. Mas a principal questão é a segurança. A rota da Paulista está no caminho de decolagem de aviões que partem do Aeroporto de Congonhas, na zona sul. "Nosso papel é o de organizar o grande fluxo de Congonhas (de aviões comerciais), considerando os helicópteros", afirma o consultor, que foi controlador de tráfego aéreo por 30 anos no aeroporto. "Dependendo do destino, o avião que decola no sentido de Moema (zona sul) faz uma curva perto da Paulista, criando uma área de cruzamento justamente na saída da rota de helicópteros."

Congonhas chega a ter um pouso ou uma decolagem de avião a cada um minuto e meio nos horários de pico. Já a capital tem média de 1.600 movimentos de helicópteros por dia sobrevoando o espaço aéreo, monitorados pela mesma Torre de Controle de Congonhas - a única do mundo que mantém controladores de voo específicos para helicópteros.

Campinas. Os helicópteros também vão ter de deixar a Rodovia dos Bandeirantes: a rota que existia ali será extinta no mês que vem. O motivo é o crescimento do tráfego de aviões na direção do Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Agora, eles terão de passar por cima do Pico do Jaraguá, a uma altitude de mais de 1 km. Ou pegar a rota da Via Anhanguera, que é paralela. / NATALY COSTA

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