Voluntários poderiam atuar em cidades pequenas e médias

Falta ao Brasil uma política nacional sobre o Corpo de Bombeiros, o que existe na Europa, Estados Unidos e Japão. Aqui, treinamento e regulamentação ficam a cargo dos governos estaduais e não existe uma coordenação ou padronização nacional.

Rosaria Ono, O Estado de S.Paulo

30 Março 2011 | 00h00

Ficaria mais fácil criar critérios gerais mais definidos sobre a necessidade de bombeiros. Também facilitaria pensar em outros modelos de organização, como os bombeiros profissionais civis ou voluntários. No Japão, há uma presença maior do voluntário em cidades pequenas, com treinamento dado por militares.

Os bombeiros têm a estrutura militar como aqui, mas com diferenças importantes. Não há uma carreira tão atrelada à polícia ou ao bombeiro militar. O que torna as regras de contratação mais flexíveis. Outra característica é o serviço ligado ao município, comum a diferentes países que são referência em bombeiros. Isso facilita na gestão de toda a estrutura.

Há espaço no Brasil para os três tipos de bombeiros. Para cidades pequenas, pode-se pensar em bombeiros voluntários, treinados e equipados pelo município. Nas de porte médio, uma estrutura mista, com voluntários e profissionais civis. O importante seria que todos estivessem sob orientação dos bombeiros militares.

PROFESSORA DA FAU-USP, PESQUISADORA DO PROJETO BRASIL SEM CHAMAS

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