Volume morto do Cantareira será usado em maio, mas rodízio não tem data

De acordo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), as obras para o uso do volume morto estão 80% concluídas

José Maria Tomazela e Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

10 Abril 2014 | 12h45

VARGEM GRANDE PAULISTA - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) começará a usar a água do fundo dos reservatórios do Sistema Cantareira, conhecido como volume morto, no dia 15 de maio. A decisão de iniciar o rodízio na Grande São Paulo, no entanto, ainda não tem data. Foi o que afirmou nesta quinta-feira, 11, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao lançar as obras do Sistema São Lourenço, que vai captar água no Vale do Ribeira para abastecer a Grande São Paulo.

Segundo Alckmin, as obras para o uso do volume morto estão 80% concluídas. A data do início foi confirmada pela presidente da Sabesp, Dilma Pena. "Diante do quadro atual, é certo que vamos precisar de uma parte dessa água", disse ela. Ao todo, a companhia deve gastar R$ 80 milhões para instalar 17 conjuntos de bombas para captar água represada abaixo do nível dos túneis de abastecimento nas represas Jaguari/Jacareí, em Joanópolis, e Atibainha, em Nazaré Paulista.

A própria Sabesp estima que o volume útil do Cantareira se esgote até o dia 21 de junho. Nesta quarta, o sistema está com 12,4% da capacidade, nível mais baixo da história. A antecipação do uso do volume morto se deve ao fato de que as represas Jaguari/Jacareí, que armazenam 82% da água do Cantareira, estão em situação bem mais crítica, com apenas 4,7% da capacidade.

Racionamento. Sobre o rodízio, Alckmin disse que não está descartado, mas também não está decidido se será adotado. Ele afirmou que a decisão é técnica e depende do monitoramento diário do sistema. "Não vamos começar nem antes, nem depois. Se precisar adotar o rodízio, será adotado no momento certo e será implantado da maneira que menos atrapalhe as pessoas", afirmou.

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