EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO
EVELSON DE FREITAS/ESTADÃO

Volta do feriado foi mais complicada no interior de São Paulo

Congestionamento somava 64 km no fim da tarde; nas estradas do litoral, o movimento foi intenso, mas abaixo do registrado na ida

José Maria Tomazela, Reginaldo Pupo e Zuleide Barros, O Estado de S. Paulo

04 Janeiro 2015 | 21h57

O motorista que optou pelo retorno do feriadão do ano-novo do interior para a capital na tarde deste domingo, 4, enfrentou estrada cheia e congestionamentos nas rodovias de acesso a São Paulo. Nas principais rodovias, o congestionamento somava 64 km no fim da tarde. Os maiores picos de lentidão foram no período da tarde. Já nas estradas do litoral, o movimento foi intenso, mas abaixo do registrado na ida do feriado.

A Rodovia Castelo Branco tinha 10 quilômetros de congestionamento no trecho de Mairinque a São Roque, às 17 horas. O trânsito seguia com paradas do km 62 ao km 52, sentido capital. Na chegada a São Paulo, segundo a concessionária, o trânsito estava carregado, mas sem paradas. Havia lentidão também na Raposo Tavares - ambas as rodovias são operadas pela mesma concessionária, que estima em 780 mil veículos os que transitaram pelas estradas entre o dia 29 e 4. 

Na Rodovia Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, havia 22 quilômetros de trânsito lento no trecho paulista, às 16 horas. O trânsito enroscava principalmente na passagem pelos municípios de Atibaia e Mairiporã, próximo da capital. Os veículos seguiam em fila, com paradas, do km 37, em Atibaia, até o km 59, em Mairiporã. Quem passou pela rodovia no início da tarde pegou situação ainda pior, com 24 quilômetros de filas. 

Na Rodovia Régis Bittencourt, ligação de São Paulo com Curitiba, o trânsito estava lento com paradas do km 354 ao km 350, em Miracatu, e do km 297 ao km 280, em Embu das Artes, no sentido da capital paulista.

O congestionamento ocorria em virtude do excesso de veículos e do estreitamento da pista na subida da Serra do Cafezal, entre Miracatu e Juquitiba. Havia pontos com chuva, agravando as condições de tráfego. 

Na Rodovia Presidente Dutra, no sentido Rio-São Paulo, havia fila de veículos do km 94 ao km 113, em Pindamonhangaba, também por causa do excesso de veículos. 

Litoral. Às 17 horas, o tráfego era muito lento na subida da Serra do Mar, com focos de congestionamento nos tradicionais pontos de estrangulamento, como na saída da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, entre os km 292 e 289 e em alguns trechos da Imigrantes. 

Segundo a Ecovias, que opera o Sistema Anchieta-Imigrantes, cerca de 639 mil veículos transitaram pelas estradas do dia 29 até a noite deste domingo. 

Desde sábado, a movimentação de veículos vinha se intensificando nas estradas que dão acesso ao Sistema Anchieta-Imigrantes. Com a mudança do tempo, que se tornou nublado, com chuvas esparsas desde o período da manhã, muitos motoristas resolveram empreender viagem logo cedo, a fim de evitar eventuais percalços.

Também houve lentidão nas estradas que ligam o planalto ao litoral norte. Na Rodovia dos Tamoios, que liga Caraguatatuba a São José dos Campos, havia trechos em que o motorista não conseguia passar de 10 km/h. A viagem entre as duas cidades, feita normalmente em uma hora, levava quatro horas. 

Tráfego intenso também na Rodovia Rio-Santos, onde foram registrados mais de 20 km de lentidão entre Ubatuba e Caraguatatuba. O trecho, normalmente vencido em uma hora, chegou a ser percorrido em cinco horas. No trajeto entre São Sebastião e Caraguatatuba foram registrados 8 km de lentidão. Na Oswaldo Cruz, que liga Ubatuba a Taubaté, o excesso de veículos provocou paradas no trecho de serra. 

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