Volta de energia é precária no centro do Rio

Alguns elevadores e aparelhos de ar-condicionado funcionaram normalmente no centro financeiro e comercial do Rio, ontem, mas os consumidores ainda reclamam de serviço precário durante a tarde. A falta de energia parcial é reflexo das mais de 30 horas em que o bairro ficou sem energia elétrica durante a semana.

Bruno Boghossian, O Estadao de S.Paulo

13 Março 2010 | 00h00

Entre terça e quinta-feira, uma série de apagões atrapalhou trabalhadores e comerciantes da região. A Light, responsável pelo fornecimento de energia na cidade, informou que a situação voltou ao normal no fim da tarde de anteontem.

Mesmo assim, os consumidores informaram que o serviço ainda era falho em alguns locais na manhã de ontem. O prédio na Praça Pio X, no centro, onde funcionam as secretarias municipais do Turismo, do Trabalho e de Ciência e Tecnologia, tinha iluminação, mas os telefones estavam mudos, os aparelhos de ar-condicionado não podiam ser ligados e a internet estava fora do ar. O secretário de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Mello, e funcionários transferiram as operações para uma sala que perto do camarote da prefeitura no sambódromo.

Nos três dias de interrupções de energia, escritórios, lojas, bancos, restaurantes e repartições públicas tiveram de fechar as portas ou funcionar sem iluminação e equipamentos eletrônicos. A Federação do Comércio do Estado estima que 51,2% dos empresários da cidade tenham sido afetados pelos apagões. O atendimento no Departamento Estadual de Trânsito do Rio (Detran-RJ) foi interrompido, e os sistemas de identificação civil, habilitação e vistoria ficaram fora do ar.

O presidente da Light, Jerson Kelman, classificou o incidente como "gravíssimo" e pediu desculpas aos consumidores. "Não existe serviço de energia elétrica sem interrupções. Até a Suíça tem interrupções. O importante é que o nível seja tolerável." A falha na rede de transmissão subterrânea do centro do Rio teria sido provocada por um curto-circuito que afetou quatro dos oito cabos que abastecem a região.

Kelman disse que o aumento do consumo de energia, a temperatura elevada e o furto de cabos de transmissão contribuíram para o problema, mas ressaltou que a empresa vai ampliar imediatamente a manutenção e o investimento em equipamentos. "A Light entende que é sua responsabilidade fornecer energia elétrica mesmo com essas adversidades."

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