Volta da publicidade em abrigos e relógios de SP é suspensa

A concessão do mobiliário urbano municipal, em andamento havia três meses, previa ganho aos cofres públicos de R$ 439 milhões por 25 anos

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 13h11

A volta da publicidade no mobiliário urbano das ruas de São Paulo foi adiada por tempo indeterminado. A licitação que previa autorização para a instalação de 16 mil cartazes e letreiros em abrigos de ônibus e relógios de rua está suspensa "sine die", conforme aviso publicado sábado no Diário Oficial da Cidade. A concessão do mobiliário urbano municipal, em andamento havia três meses, previa ganho aos cofres públicos de R$ 439 milhões por 25 anos.

Multinacionais. Pequenas empresas da área publicitária argumentavam que a concorrência só permitia a participação de grandes multinacionais do setor. O aluguel de cada um dos 7,5 mil abrigos e relógios custaria R$ 195 mensais para os consórcios que venceriam a licitação - um grupo assumiria a gestão dos relógios e outro o dos abrigos.

Seria a primeira vez que a Prefeitura autorizaria a exploração de publicidade nas ruas desde que a Lei Cidade Limpa, principal marca da gestão Kassab, entrou em vigor, em 2007. Sem a concorrência, a situação dos relógios de rua e dos abrigos, a maior parte degradados e sucateados, segue sem previsão de ter uma solução.

O investimento estimado na concorrência que foi suspensa era, contando os gastos com manutenção, de R$ 146 milhões para os relógios e de R$ 540 milhões para os abrigos e totens de ônibus. Os relógios de rua passariam dos atuais 296 para 1 mil e ganhar informações de qualidade do ar. Procurada, a Prefeitura ainda não informou os motivos oficiais para ter suspendido a concorrência.

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