Leo Feltran
Leo Feltran

Você está convidado para um ‘bar safári’ em São Paulo

Vem a São Paulo a negócios? Quer viajar por sua própria cidade? Eis as dicas desta semana

Daniel Fernandes, São Paulo

01 de fevereiro de 2019 | 06h00

Caro leitor,

Na semana passada, no capítulo 3 da nossa jornada por São Paulo, falamos de cinema e esbarramos no assunto do nosso papo desta semana: bares!

Você, aliás, já ouviu falar de um ‘bar safári’? 

Bem, eu confesso que a minha (pouca) experiência etílica não havia me permitido saber a respeito desse tipo de roteiro até recentemente, quando fiz uma viagem para Londres para viver três dias de sangue, suor e drinques (calma, não foi nada selvagem, mas o resultado dessa reportagem vale a pena você  conferir antes de seguir adiante). 

Bem, durante essa viagem, aliás, conheci também Alex Alves Sepulchro, que na época trabalhava no Frank Bar de São Paulo e que há muito tempo é o orgulho da dona Lusinete de Interlagos.

Mas voltando ao tema da nossa coluna, basicamente, bar safári significa simplesmente criar um roteiro de bares que realmente vale a pena conhecer em uma noite. O legal é que dá muito para fazer isso em São Paulo. Dúvida? Como diria aquele antigo apresentador…. Vem Comigo!

Bem, como estamos no verão, decidi começar o nosso safári oferecendo a possibilidade de você, estimado leitor etílico, conhecer cinco drinques refrescantes. O Desembargador, em Perdizes, acaba de lançar o ‘Flower Time’. Ele custa R$ 31 e leva vodka, brandy, suco de limão-siciliano e xarope de açúcar. Já que vai estar por lá, experimente o ‘Dourado’ pelo mesmo preço. Ele leva uma combinação de vermutes, suco de tangerina e bitter.

E o que começa a ficar claro em São Paulo, é que a cidade está repleta de bares - e muitos deles novos em folha. O Divirta-se, no finalzinho do ano passado, fez uma matéria muito interessante mostrando oito inaugurações. Confira mais sobre esses novos bares clicando aqui. E se você prefere algo, digamos, mais forte, deve ir até o Caulí Lounge Bar, que fica na Rua Joaquim Antunes, em Pinheiros. Por lá você vai encontrar o ‘Vieux Carré Caulí’, que leva conhaque, uísque, vermute, licor, Chartreuse verde e bitter. Deve ser um arraso.

Cansado? Tenho lá minhas dúvidas.

Para terminar nossa noite, que tal algo mais ‘raíz’. Você já deve ter ouvido falar do rabo de galo, o popular drinque dos botecos de São Paulo (talvez do Brasil?). O bar Negroni, entretanto, faz uma releitura interessante do drinque. O ‘Rabo de Galo Carijó’ leva cachaça, infusão de café, laranja… que tal para conhecer mais detalhes da bebida.

Para entender mais sobre esse universo, troquei mensagens rápidas pelo celular com Márcio Silva. Ele é um dos sócios, ao lado de Rafael Berçot e Marcello Nazareth, do Guilhotina. Vale conferir uma matéria que o Paladar fez, em 2016, quando o bar abriu as portas no Baixo Pinheiros. Abaixo, reproduzo trechos da nossa conversa:

Pergunta: para quem é de fora de São Paulo e quer aproveitar os bares da cidade, por onde começar?

Márcio Silva: Acredito que o boca a boca é superimportante, então, a dica um é se a pessoa tiver um amigo na cidade, uma sugestão, já ajuda muito.

P: Como você vê a cultura dos bares de São paulo? Está melhorando?

MS: A cultura em São Paulo está cada vez melhor, cada vez mais ganhamos destaque por inovações e pelo nosso estilo alegre. Acredito que sempre há o que melhorar e para isso acontecer um fator principal seria um melhor compartilhamento de informações entre os profissionais da área.

P: Qual bar do mundo, se você pudesse, iria hoje?

MS: Existem vários (risos). The Clumsies, em Atenas, na Grécia.

Fica a dica se você estiver disposto a viajar um pouquinho.

Mas vou deixar outras três rápidas antes de ir embora. Se você quiser conhecer termos básicos da coquetelaria, o Paladar te mostra tudo de ‘A a Zimbro’. E se o seu negócio for vinho e calor, saca essa rolha proposta pela Isabelle Moreira Lima. Mas se você quiser saber com frequência sobre o universo dos bares, seja leitor preferencial do Balcão do Giba. Garanto que você não vai se arrepender.

Quase escondido. Não deixe de incluir em seu roteiro etílico o Bar do Cofre, aberto no subsolo do Farol Santander, no Centro. Eu não conheço, mas são três ambientes independentes, cada um com vida e estilo próprios. Vale conhecer, mesmo que escondido.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.