Você é a favor que policiais militares façam greve?

Sim Assim como qualquer outro cidadão ou categoria profissional, o policial militar deve ter direito de fazer greve. Trata-se de um direito fundamental em uma democracia, ligado à livre manifestação que garante melhores condições de vida. Mesmo se o código militar proíbe o PM de fazer greve, deve-se considerar que eles são acima de tudo seres humanos. Ora, os direitos humanos fundamentais devem estar acima do regime militar que estabelece as obrigações na carreira. Isso não significa que os policiais podem sair armados ameaçando os cidadãos ou provocando a violência. Do ponto de vista sociológico, o direito dos PMs à greve ainda os leva a se colocar no papel de homens comuns e os ajuda a aperfeiçoar a relação de poder com os cidadãos.

O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2012 | 03h08

Não Sou legalista. Por isso, como a Constituição não permite que o PM entre em greve, sou contra. Mas acho que deveria haver mudanças constitucionais que contemplem o direito à greve. Concordo, no entanto, que trata-se de uma categoria que presta serviços públicos inadiáveis e que as manifestações devem ser feitas sem prejudicar a população. Se permitida, a paralisação deveria atingir só um porcentual do efetivo, caso contrário, quem paga é a população, já que um lugar sem segurança pode se transformar em um caos. É claro que os salários em São Paulo estão baixos. R$ 2.200 é menos do que recebem os policiais da Bahia. Mas o comando nos recebe e há espaço para diálogo.

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