Vizinhos serão ouvidos hoje pela polícia

Moradores e porteiros do prédio onde vivia Alexandre Magno Abrão, o Chorão, de 42 anos, serão ouvidos pela Polícia Civil a partir de hoje. Na próxima semana, parentes e integrantes da banda Charlie Brown Jr. também prestarão depoimento para auxiliar no trabalho de esclarecimento da morte.

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

08 Março 2013 | 02h02

Após as análises preliminares do local do crime e das condições da morte, a polícia já passou a trabalhar com a suspeita de overdose de drogas ou remédios. No apartamento foi encontrado pó branco parecido com cocaína, segundo a polícia. O delegado responsável pelo caso ouviu ontem o depoimento do síndico e do gerente de um hotel onde o vocalista esteve, mas as declarações dadas não foram divulgadas.

Chorão estava em um hotel na região da Avenida Paulista, zona sul da capital paulista, na madrugada de segunda-feira, quando sofreu um surto. Ele ligou para o segurança, Victor Vasconcelos, de 35 anos, dizendo que haviam colocado coisas sobre ele na internet e não ficaria mais no hotel. Os desentendimentos em hotéis se tornaram constantes nas últimas semanas - passou por outros quatro em um intervalo de poucos dias.

Circuito interno. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que aguarda imagens de circuito interno do edifício para verificar se alguém, além de Chorão, esteve no apartamento no momento da morte - inicialmente, acredita-se que não tenha ocorrido nem homicídio nem suicídio. A investigação depende ainda de laudos do Instituto Médico-Legal, que deverão apontar a causa da morte e só devem começar a ser liberados em duas semanas.

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