Vizinhos do prédio da TAM estão em hotel; comércio fechado

Bombeiros mantêm as buscas a mais vítimas do vôo 3054

20 de julho de 2007 | 15h20

Bombeiros trabalham nas ruínas do prédio da TAM atingido pelo Airbus A-320 da companhia aérea, na noite de terça-feira, 17. Eles mantêm as buscas a mais vítimas do vôo 3054. Doze famílias que moram perto do prédio da TAM deixaram suas casas depois que a Defesa Civil interditou as casas. Elas estão em um hotel do centro de São Paulo desde que ocorreu o acidente, o pior do gênero no país.Além dos moradores serem obrigados a mudar de endereço, o comércio leva prejuízo. Oficinas mecânicas, estacionamento, imobiliária e bares estão com as portas fechadas desde então.Segundo a assessoria de imprensa da TAM, a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros têm autorizado o retorno aos 27 imóveis interditados apenas por cinco ou dez minutos para a retirada de objetos pessoais e emergenciais. Entre esses imóveis, alguns estão à venda ou à espera de inquilinos, conforme revelou a assessoria.Aparentemente, houve danos apenas no terminal de cargas e no posto de gasolina situado ao lado. Mas o quarteirão todo foi interditado por precaução, já que existe risco iminente de desabamento do que sobrou do prédio da TAM.Data da demolição não está definida - A assessoria da empresa informou que a tendência do Corpo de Bombeiros é demolir o edifício, mas que até o início da tarde de hoje a corporação não tinha definido se a implosão ocorrerá amanhã, como foi inicialmente previsto. Somente após o término dos trabalhos a perícia fará uma avaliação das construções vizinhas.Uma tenda da Defesa Civil foi armada em frente ao local do acidente para atender a população afetada. Por lá, segundo a assessoria do órgão, passaram quatro famílias que foram encaminhadas para a assistência social da empresa aérea.Em nota, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo manifestou solidariedade às famílias de vítimas, lamentou o ocorrido e colocou-se à disposição para prestar assistência jurídica aos que não podem pagar advogado. Isso inclui também os vizinhos da área afetada. Os telefones da Defensoria são: (011) 3104-7152 e 3105-5799.

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