Vizinhos depõem sobre assassinato de ganhador da Mega-Sena

Depoimento à Polícia Civil estava marcado para quarta, mas foi adiado; aposentado é descartado como suspeito

Tatiana Fávaro, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2008 | 14h43

A Polícia Civil de Limeira ouve nesta sexta-feira, 21, Gilberto Manoel de Farias, o vizinho que socorreu ao hospital o comerciante Altair Aparecido dos Santos, de 44 anos, assassinado no último domingo em sua chácara, no Condomínio Residencial Portal das Flores, para comemorar o oitavo aniversário de seu único filho. Este vizinho e uma vizinha que ajudou a lavar o local do crime iriam ser ouvidos na quarta-feira, mas os depoimentos foram adiados por conta de correição realizada na Delegacia de Investigações Gerais (DIG).  Veja também:Local da morte de ganhador da Mega-Sena foi alterado, diz ICSuspeito nega ter matado ganhador da Mega-Sena em Limeira Problemas que a Mega-Sena traz aos ganhadores   O comerciante saiu para apagar as luzes da casa por volta de 19h30 e levou um tiro. O suspeito fugiu sem deixar pistas e sem levar nenhum pertence da vítima. Em maio do ano passado, o comerciante ganhou com mais 13 colegas prêmio de R$ 16 milhões na Mega-Sena. O laudo do Instituto de Criminalística apontou alteração da cena do crime. Em depoimento à polícia, a mulher da vítima, Maria Izabel Cano dos Santos, de 40 anos, e os pais do comerciante, que também estavam na casa no momento do crime, disseram que lavaram o local para que o filho não visse o sangue espalhado no chão. Com isso, o investigador Valmir Silva disse que as investigações não evoluíram. "Voltamos à estaca zero", afirmou após receber o laudo do IC. Além disso, os familiares esclareceram estar em casa no momento que Altair foi atingido. "Ficou esclarecido: a família estava na casa quando ele (Santos) levou o tiro. A mulher ouviu o barulho, mas não sabia ao certo que era um tiro, pensou que ele pudesse ter caído ou algum objeto ter caído sobre ele", comentou o investigador Gildo Ciola. Álibi O primeiro suspeito, apontado pela família, era o aposentado Dorgival Bezerra de Oliveira, de 52 anos. Ele e mais uma pessoa costumavam jogar com o grupo em bolões organizados por Altair em bar de sua propriedade e não tinham pago o valor da aposta, por isso foram deixadas de fora do rateio do prêmio. Segundo a família disse à polícia na noite do crime, Santos teria sido ameaçado por Oliveira com a frase "Limeira está pequena para nós dois", três dias antes do assassinato. Oliveira esteve nesta segunda-feira na DIG, negou o crime e a ameaça, e apresentou seu álibi, coerente de acordo com o delegado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.