Vizinhos de 'Ligeirinho' ficam surpresos

Entre os moradores do Itaim Paulista, extremo leste de São Paulo, a notícia de que Duda ou Ligeirinho seria o responsável pela morte daquelas mulheres foi uma surpresa. Eduardo Sebastião do Patrocínio era considerado um cara "de bem", inteligente, educado e trabalhador. Fazia bicos como pedreiro e animador de lojas e, segundo a família, estava muito feliz com o emprego de carteira assinada no condomínio na Barra Funda, que tinha conseguido havia seis meses.

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2013 | 02h03

Patrocínio, que tinha uma namorada e três filhos - um do primeiro casamento e dois do segundo -, morava em uma casa de três cômodos construída por ele mesmo nos fundos do terreno do irmão. Lá, recebia para cultos amigos da igreja evangélica O Brasil Para Cristo. Ele ia à igreja semanalmente e ouvia cantores gospel. Segundo seu irmão, que pediu para não ser identificado, ele não costumava beber nem fumar. "De uns tempos para cá fiquei sabendo que poderia estar envolvido com crack, mas não percebi nenhuma mudança de comportamento."

Apesar disso, o portão do terreno que os dois dividiam, e que sempre ficava aberto, passou a ser trancado à noite, pois amigos de Patrocínio, também usuários de droga, passaram a visitá-lo.

Na casa, revirada pela polícia anteontem, alguns objetos chamavam atenção: sapatos femininos, ursos de pelúcia, aviões de plástico e mamadeiras. Na parede, seu diploma de batismo na igreja e uma sombrinha cor-de-rosa. Segundo parentes, os objetos despertaram o interesse dos policiais que estiveram lá. / J.D.

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