Vizinhos ainda reclamam de construção

Arranha-céu em Pinheiros, que revoltou vila pacata no bairro

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2011 | 00h00

No começo de 2009, os moradores da Rua Dr. Carlos Alberto do Espírito Santo, em Pinheiros, zona oeste, não gostaram da notícia que receberam. Bem do lado da vilinha residencial onde vivem seria erguido um prédio de alto luxo, com 42 unidades e seis vagas de garagem cada. São quatro andares só de estacionamento para abrigar quase 200 carros, tudo a apenas 10 metros das residências.

Uma matéria publicada no Estado em novembro daquele ano mostrou que os vizinhos estavam descontentes, principalmente com a sujeira e o barulho de obras que seguiam até a madrugada. "Eles até nos chamaram para reunião e prometeram mudanças. Mas não foi o que aconteceu", diz o professor Paulo Masella.

Ele conta que, desde então, aumentaram os problemas de segurança: pedras e cimento já caíram sobre o carro de uma moradora e tábuas de madeira caíram sobre o telhado de quatro casas há duas semanas. Segundo ele, a situação forçou até a saída de uma das proprietárias das casinhas. "Eles nem querem mais nos receber para conversar", afirmou. A Even, construtora responsável pelo prédio, disse que respeita a legislação e que reembolsa os eventuais danos, como fez com o automóvel de uma das moradoras.

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