Vítimas serão identificadas por DNA, diz policia científica

Para coordenador, alguns corpos estão tão carbonizados que não será possível a identificação por necropsia

Humberto Maia Júnior, do Estadão, e Mel Bornstein, do estadao.com.br,

18 de julho de 2007 | 08h59

O coordenador da Superintendência da Policia Técnico-Científica de São Paulo, Celso Periolli, admitiu que alguns corpos das vítimas com o vôo 3054 da TAM estão em situação tão ruim que será necessária a realização do exame de DNA. "Alguns corpos estão bastante carbonizados. Vamos pedir para fazer o exame, que é um processo mais demorado." Dos 83 corpos que já chegaram ao IML Central de São Paulo, em Pinheiros, na zona oeste, 63 já passaram pelo exame de necropsia. O secretário Estadual de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, confirmou que já foram retirados dos escombros do prédio e dos restos do avião da TAM, 103 corpos.  Veja também:Lista das 184 vítimas do acidenteOpine: o que deve ser feito com Congonhas? O local do acidenteOs piores desastres aéreos do BrasilConheça o Airbus A320Galeria de fotos Assista a vídeos feitos no local do acidente Conte o que você viu e o que você sabe  "Alguns corpos estão em condições de reconhecimento. Eles estavam na parte dianteira do avião", disse Marzagão. O secretário ressaltou que estão sendo arrecadados no local objetos que ajudem no reconhecimento das vítimas.  O IML está solicitando aos parentes das vítimas que tragam radiografias dentárias para facilitar a identificação das vítimas, disse o secretário. Ele destacou também que a perícia será fundamental para se saber a razão do acidente. O IML trabalha em sua capacidade máxima para tentar identificar todas as vítimas com a maior rapidez possível. De 30 a 40 legistas fazem a identificação em 32 corpos por vez. Para não prejudicar o trabalho do instituto, os corpos que esperam pela necropsia estão estocados em um caminhão frigorífico. A recomendação do IML aos familiares das vítimas é que sigam para o Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, onde foi montada uma estrutura do próprio IML para que as vítimas sejam reconhecidas. O objetivo é evitar o contato de familiares com as vítimas. "Pedimos aos familiares que se dirijam ao local das autoridades em Congonhas", afirmou o coordenador Celso Periolli. "Lá temos uma equipe especializada fazendo as entrevistas, arrecadando documentos e materiais que possam ajudar na identificação dos corpos." Ele não estipulou prazo para termino dos trabalhos. "Este é um trabalho que deve ser feito com calma. Trinta técnicos estão trabalhando pra isso."Legistas fotografam os corpos e enviam imagens de objetos pessoais e características, como tatuagens, piercings, anéis, relógios, arcada dentária e raio-x, para o escritório do instituto no escritório da TAM, onde será feito o cruzamento de dados. Vítimas Até agora, seis corpos foram identificados. Osvaldo Luis de Souza, de 49 anos, foi a primeira vítima identificada oficialmente pelo IML. Dono da Trans-Model, uma empresa no Bairro da Luz, Souza recolhia material de laboratórios farmacêuticos e despachava, via TAM Express, para hospitais e clínicas de outros Estados. Osvaldo morreu de traumatismo craniano, após a queda de uma parede.  Entre outras três vítimas identificadas estão João Francisco Caltabiano, Fábio Martinho Velozza e José Antonio Lima da Luz, todos passageiros do vôo 3054. Uma funcionária da TAM também já foi identificada. Ela também sofreu traumatismo craniano e chegou a dar entrada no hospital Dante Pazanelli, mas não resistiu. José Luiz Souto também foi identificado, embora seu nome não conste na lista divulgada pela TAM. Acredita-se que ele estivesse na rua no momento do acidente.  A TAM divulgou no madrugada desta quarta-feira, 18, uma lista com 184 nomes de passageiros e funcionários que estavam no vôo JJ 3045, da TAM, que saiu de Porto Alegre na terça-feira e explodiu, após a aterrissagem na pista do Aeroporto de Congonhas. Duas pessoas foram vitimadas em terra.  Matéria ampliada às 11h25

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