Divulgação/Polícia Civil
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Vítimas de ataque em hotel não correm risco de morte

Mulheres não tinham nenhuma relação com o líder do PCC executado no local, segundo a polícia; uma delas foi atingida no tórax

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2018 | 19h03

SÃO PAULO - As duas mulheres feridas por estilhaços de bala durante o ataque que matou Wagner Ferreira da Silva, de 32, suposto líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista, não correm risco de morte, segundo informações da Polícia Civil. Sem nenhuma relação com o atentado, as vítimas, de 28 e 59 anos, estavam em frente ao Hotel Blue Tree Towers no Jardim Anália Franco, zona leste de São Paulo, no momento do crime e acabaram atingidas.

O crime aconteceu por volta das 19h30 desta quinta-feira, 22. Nesse momento, a mulher de 59 anos havia acabado de chegar com o marido na área de embarque e desembarque do hotel para buscar um casal que estava hospedado lá. Um dos disparos atingiu a perna direita da vítima, que foi socorrida ao Hospital Vitória, na mesma região. Por volta da meia-noite, ela foi transferida ao Hospital Sancta Maggiore, em Higienópolis, no centro da capital, onde passou por cirurgia e recebeu alta nesta manhã.

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A outra vítima era hóspede do hotel e foi atingida por estilhaços na mão e no tórax. Socorrida ao Hospital São Luiz, também nas proximidades, ela tem o estado de saúde estável e não corre risco de morte. 

Wagner Ferreira da Silva, o "Wagninho" ou "Cabelo Duro", foi alvo de disversos disparos que provocaram a fratura de um braço e esfacelaram seu crânio. Segundo testemunhas, ele havia acabado de estacionar um veículo na frente do hotel, desceu e foi surpreendido por dois atiradores que surgiram de repente. Eles estavam de colete à prova de balas, balaclavas e armas longas, segundo a Polícia Civil. 

No local, a perícia encontrou 31 cápsulas de calibre 5.56 e 7.62. No veículo de "Cabelo Duro", os investigadores encontraram dois pacotes de pó branco, aparentando ser cocaína.

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