Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Vítimas da covid-19 são homenageadas em memorial montado na Praça Roosevelt; veja fotos

Prefeitura de São Paulo começou a realizar uma série de ações em homenagem às cerca de 38 mil pessoas que perderam suas vidas para a covid-19 na capital paulista

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de outubro de 2021 | 05h00

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo começou a realizar neste final de semana uma série de ações em homenagem às cerca de 38 mil pessoas que perderam suas vidas para a covid-19 na capital paulista. Entre as iniciativas, está a instalação de um memorial temporário com 38 mil cataventos na Praça Franklin Roosevelt, região central da cidade.

A Prefeitura promeveria ainda um cortejo ecumênico neste domingo, 3, que iria percorrer o entorno da praça até a Rua da Consolação. Com as chuvas, no entanto, a cerimônia foi adiada para a próxima quarta-feira, 6, às 11h.

"As ações fazem parte do projeto Memorial da Despedida, que tem como objetivo não apenas fazer um tributo às pessoas que partiram, mas também oferecer uma oportunidade às suas famílias e amigos para que, finalmente, se despeçam com um ritual apropriado", informou a Prefeitura.

Confeccionadas por integrantes da Escola de Samba Vai-Vai, tradicional da região do Bixiga, os cataventos foram feitos com material reciclado adquirido junto à cooperativa Recifavela, da região de Vila Prudente. 

De acordo com a Prefeitura, as famílias que visitarem o espaço aos finais de semana serão recebidas por monitores e receberão fitas coloridas, para que possam escrever os nomes das vítimas e amarrá-las aos cataventos. Uma arte assinada pelas artistas Negana e Carol Carreiro com desenhos de corações também está exibida na Praça Roosevelt.

O memorial artístico, segundo a Prefeitura, permanecerá disponível para visitação até 2 de novembro, Dia de Finados. "Nessa data a população poderá levar para casa o catavento correspondente a uma pessoa que partiu, para completar seu próprio ritual de despedida", informou a Prefeitura.

"Nos últimos 18 meses, medidas rigorosas de proteção e isolamento têm limitado a realização de rituais fúnebres, essenciais ao processamento da dor e do luto", acrescentou a pasta.

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