Vítimas contam como foram atacadas em pleno trânsito

Analista de sistemas foi assaltado dentro de táxi; bancário teve celular, bolsa relógio e netbook roubados no carro

Camilla Haddad, Jornal da Tarde

25 Março 2011 | 08h02

'Jurei que não tinha nada', diz analista de sistemas, de 42 anos, roubado no táxi

 

Como foi a abordagem?

Peguei em uma rua paralela à Berrini (Avenida Luiz Carlos Berrini), não era táxi de ponto. Estava uma chuva fina naquele dia. Eu sentei no banco de trás e duas motos pararam, uma de cada lado do carro.

 

O que eles pediram?

Eles queriam a bolsa com notebook. Ergui as mãos e jurei que não tinha nada. Eles então pediram minha carteira.

 

Você mudou a rotina?

A impressão que tenho é que eles (criminosos) acham que homem sentado no banco de trás tem alguma maleta. Agora prefiro andar no banco da frente com o taxista e deixo os vidros abertos para mostrar que não tenho nada. Às vezes pego ônibus na Berrini porque tem mais gente.

 

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'Levou celular, bolsa, netbook', diz bancário, de 40 anos, atacado no próprio carro

 

Como foi a abordagem?

Eu estava a caminho do meu outro trabalho, no meu carro, e deixei uma maleta no banco do passageiro. O trânsito engarrafou e nisso um homem que vende castanhas me falou que estavam assaltando as pessoas naquele local. Eu olhei pelo retrovisor e quando vi um deles bateu no vidro, eu abri, e ele levou meu celular, bolsa, relógio e netbook. Notei que eles já tinham assaltado uma mulher atrás, vi quando guardaram uma bolsa.

 

O senhor mudou a rotina após o crime?

Eu tenho que passar na marginal de terça e sexta-feira, mas comecei a usar a van da empresa. Acredito que seja mais seguro. Mas os caras parecem profissionais, usam roupa de chuva e luva para esconder a cor da pele.

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