Clayton de Souza/AE
Clayton de Souza/AE

Vítimas classificam decisão como 'absurda'

Para um agredido, a condição social dos acusados pesou na avaliação. Para outro, a lei os protege

Tiago Dantas / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2010 | 00h00

Duas vítimas da agressão de domingo classificaram a decisão da Justiça de soltar os acusados como "absurda". "Se fosse eu que tivesse batido em um grupo de "filhinhos de papai" estaria preso até agora. Mas eles têm dinheiro para pagar advogado. O dinheiro que eu tenho é para ajudar minha mãe", disse o lavador de carros G.F.A., de 18 anos, um dos atacados na Avenida Paulista.

"Acho um absurdo. Mas eles são menores de idade. E a lei protege eles", disse outra vítima, o estudante L.A.B., de 23. O rapaz estava acompanhado por dois amigos quando foi atacado. Ele contou à polícia que um dos agressores gritou "ei" para chamar sua atenção e, quando se virou, foi atingido por socos e pontapés.

Na tarde de ontem, L. foi ao Instituto Médico Legal (IML) fazer o exame de corpo de delito. Para evitar o contato com jornalistas, pediu para um carro da Polícia Militar levá-lo da saída da Estação Clínicas do Metrô até o IML. "Estamos cansados de tudo o que está saindo na imprensa. Não houve homofobia. Meu irmão não falou nada para os garotos. Um deles parou na frente do meu irmão e bateu com um bastão de lâmpada na cara dele", disse a irmã de L..

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