Vítima morre sentada em 23% dos casos

Em 23% dos latrocínios registrados em 2011, as vítimas morreram sentadas. Segundo estimativa da polícia, na maior parte desses casos elas estavam dirigindo seus carros quando foram abordadas pelos criminosos.

O Estado de S.Paulo

02 Março 2012 | 03h07

O levantamento divulgado ontem mostrou que ações durante os roubos de veículo correspondem a 14% dos casos de latrocínio. Outros 12% aconteceram em roubos de motocicleta. Nas duas situações, a vítima fica com partes vitais do corpo, como cabeça e tórax, expostas aos bandidos.

Segundo o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Jorge Carrasco, qualquer gesto mais brusco pode fazer com que o criminoso entenda que se trata de uma reação ao assalto e dispare contra a vítima. "O fator surpresa conta muito e, muitas vezes, a vítima toma um tiro até por se assustar. Ela se espanta com a aproximação e o bandido entende o ato como se fosse uma reação. É preciso ter cuidado."

Segundo Carrasco, algumas medidas podem livrar a vítima de ser morta pelo ladrão. Falar pausadamente o que se pretende fazer é uma delas - e fundamental. "Deve-se declinar tudo o que está fazendo, avisando o bandido de cada movimento."

Ser objetivo e evitar a todo custo prolongar o assalto, fugindo de discussões com o bandido, também pode evitar a morte.

Em alguns casos, o próprio gesto de tirar o cinto de segurança pode ser interpretado pelo assaltante como uma tentativa de sacar uma arma, o que o levaria a se antecipar e atirar contra a vítima do roubo. Entre todas as recomendações, a principal delas continua sendo a mesma: não reagir em hipótese alguma.

Manter a calma também é imprescindível diante de um assalto. "É claro que é mais fácil quando falamos isso olhando de fora, sem a adrenalina do momento", disse Carrasco. / M.G. e W.C.

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