Vítima de acidente na Serra ia buscar irmã na escola

Com exceção dos motoristas do ônibus e do caminhão, vítimas moravam nos bairros Cota, em Cubatão

Rejane Lima, do Estadão,

11 de setembro de 2007 | 19h57

Uma das cinco vítimas do acidente entre um caminhão carregado com álcool e um ônibus coletivo que aconteceu na segunda-feira, 10, na rodovia Anchieta é um menino de 12 anos: Dennys Fernando Lima dos Santos estava indo buscar a irmã na escola, como fazia todos os dias.   Ele morreu carbonizado assim como as duas outras passageiras da linha 9 da Viação Piracicabana, a estudante Manoela Aparecida dos Santos, de 22 anos, e a dona de casa Walquíria Barbosa de Souza, de 29. As três vítimas eram moradoras do bairro Cota 400, na Serra do Mar, em Cubatão.   O acidente não deixou sobreviventes e os corpos dos motoristas foram os primeiros a ser identificados. Apraham Alberto Muratian, de 47 anos, dirigia o caminhão tanque. Ele morava em Santana, na zona Norte de São Paulo. A quinta vítima é o motorista do coletivo Antonio Fabio dos Santos, também de 47 anos. Ele morava em Guarujá. Segundo a assessoria de imprensa da Viação Piracicabana, Fábio trabalhava há dois anos na empresa e era um excelente funcionário. Ele começou como mecânico e um ano depois foi promovido para motorista.   O acidente aconteceu às 16h31 de segunda-feira, quando um caminhão atingiu o ônibus parado em um ponto na altura do quilômetro 46 da pista sul da rodovia, na descida da serra. O caminhão explodiu e os dois veículos pegaram fogo. Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Sede de Cubatão, o caminhão teria tombado e se arrastado pela pista após a perda do controle de frenagem vindo a girar sobre o seu eixo.   O B.O. menciona ainda que todas as pessoas envolvidas "tiveram morte instantânea". Agora, a Polícia Civil vai investigar as causas do acidente. O Corpo de Bombeiros chegou ao local 15 minutos depois do acidente. Quatro viaturas e doze homens trabalharam no resgate. Segundo o capitão da Polícia Militar Sandro Magosso, os bombeiros optaram por fazer uma "queima controlada", ou seja, deixar o fogo queimar, para evitar riscos de vazamento e o fogo só foi apagado às 21h45.   A Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, desviou o tráfego para a pista norte da Anchieta, que teve seu sentido invertido e passou a operar no sentido litoral até à 1h40 desta terça-feira, quando a pista foi liberada.

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