Visitas entram sob clima de tensão nos presídios da região de Sorocaba

Na manhã deste sábado, houve demora no processo de liberação da entrada e falta de privacidade em decorrência da lotação

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

22 Março 2014 | 12h19

SOROCABA – Os agentes penitenciários em greve permitiram a entrada das visitas, na manhã deste sábado, 22, nas penitenciárias e Centros de Detenção Provisória (CDP) da região de Sorocaba, mas o clima de tensão persistia. Parentes dos presos reclamavam da demora no processo de liberação das visitas em razão da greve, que chega ao 13.º dia, e da falta de privacidade em razão do excesso de lotação.

Nas unidades de Sorocaba e Capela do Alto havia um clima de revolta dos agentes contra as forças policiais. Na quinta-feira a Polícia Militar deu cobertura à Polícia Civil para forçar a entrada de presos no CDP de Sorocaba. O fato se repetiu no dia seguinte no CDP de Capela do Alto. Os agentes estão descontentes também com a direção das unidades por não terem impedido a entrada dos presos.

Com os agentes em greve, o excesso de lotação transforma as unidades em barris de pólvora. Diretores das unidades prisionais alertaram a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) para o risco de rebeliões.

Em Sorocaba, o promotor de Justiça Jorge Alberto de Oliveira Marum instaurou inquérito civil público e pediu informações à SAP sobre o número de presos e a quantidade de funcionários. O ofício foi enviado à secretaria na sexta-feira, 21, com prazo de 30 dias para fornecer as informações.  O CDP de Sorocaba está entre as unidades superlotadas – com capacidade para 570 detentos, tem 1.540 presos. O CDP de Capela do Alto tem 1.302 detentos para uma capacidade de 847.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.