Visitante do Mercadão gasta em média R$ 89

Pesquisa exclusiva ainda mostra que maioria dos clientes tem diploma e chega de carro

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2012 | 02h01

Os visitantes do Mercado Municipal de São Paulo, na região central, gastam em média R$ 89 por visita e permanecem no local 1h38, segundo pesquisa inédita da São Paulo Turismo (SPTuris), divulgada com exclusividade pelo Estado. E eis o perfil do visitante traçado pelo estudo: homem de 41 anos, com ensino superior e vindo de outras cidades.

"O mercado virou 'in', é bacana. Você recebe alguém de fora, vai pensar em levar lá. Nosso turista é qualificado", diz Luiz Sales, diretor da SPTuris. Entre os 53,3% que têm ensino superior, 15,1% são pós-graduados. Já a faixa salarial média fica entre R$ 1.867 e R$ 6.220.

A grande quantidade de pessoas vindas de fora de São Paulo foi uma das surpresas. Segundo a pesquisa, 21,6% vêm de outros Estados, 17,2% de outras cidades e 5% do exterior. A capital é a origem de 47,9% dos visitantes - os mais assíduos frequentadores vivem no Ipiranga, na zona sul - e a região metropolitana, de 8,3%. Já entre os turistas de outros Estados, a maioria vem de Minas Gerais e, entre os visitantes estrangeiros, os mais numerosos são os americanos.

Morador da cidade de Rio das Pedras, o cirurgião pediátrico Antonio Francisco D'Oswaldo, de 55 anos, afirma que o que atrai no Mercadão é a variedade. "Venho comprar frutas, comer bolinhos, pastéis", diz ele, pela quarta vez no local.

Mezanino. Sanduíche de mortadela, bolinho de bacalhau, pastel e companhia são o principal motivo da visita para 39,2%. Daí a liderança na preferência de 63,7% para a área do mezanino. O setor é seguido por frutas e verduras (38,8%), empórios (36,1%), carnes (28,5%) e temperos (17,7%).

O carro é o meio de transporte utilizado por 39% e o táxi, por 8,4%. "O paulistano até vai de transporte coletivo. Mas o turista opta por mais conforto", diz o diretor da SPTuris. O Metrô é a melhor opção para 22,1% - e 12,4% usam ônibus.

Os motoristas, porém, enfrentam problemas para chegar. Um deles é a falta de estacionamentos. Esse foi o quesito que recebeu pior nota entre os questionados: 2,6 (de 0 a 5). Outro que levou nota baixa foi o banheiro, com 3,2. Já a apresentação dos produtos, na dianteira, tirou 4.6. O conjunto da obra, porém, ganhou 8,5 (em ranking de 0 a 10).

A consultora em Turismo Shirley Damy diz que o mercado é charmoso. "Mas, enquanto turismo, falta infraestrutura no entorno, como mais segurança."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.