Vírus H1N1 mata três vezes mais na capital

Número de mortes por gripe A subiu de nove para 28; campanha de vacinação foi prorrogada até o dia 29 no Estado

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2013 | 02h03

O vírus da influenza A, o H1N1, matou três vezes mais pessoas na capital paulista neste ano do que em 2012 inteiro. No ano passado, foram nove óbitos relacionados à gripe A; neste ano, já foram 28 mortes, segundo a Secretaria Municipal da Saúde. Nenhum paciente havia morrido na cidade em 2010 e 2011.

A capital é responsável por quase metade dos óbitos em todo o Estado, onde 46 pacientes morreram diagnosticados com o H1N1, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado. Na tentativa de evitar a disseminação de mais casos, a campanha de vacinação contra a gripe foi prorrogada no Município e no Estado até 29 de maio.

A coordenadora do Centro de Controle de Doenças da Prefeitura, Rosa Maria Dias Nakazaki, diz que o aumento nos casos não é motivo para a população entrar em pânico.

Segundo a médica, é possível que alguns casos do ano passado não tenham sido notificados. "O que nos parece é que neste ano estamos antecipando em cerca de quatro semanas o surgimento dos casos de gripe H1N1", afirma Rosa.

A maior parte das vítimas, diz a médica, está no grupo considerado de maior risco: pessoas com mais de 60 anos, grávidas, crianças até 2 anos e pessoas com doenças crônico-degenerativas, como cardiopáticas, diabéticas, hipertensas ou obesas.

Quem está dentro desse grupo deve ficar mais atento aos sintomas da gripe e procurar um médico o mais rápido possível. Estado e Município distribuem, gratuitamente, o antiviral oseltamivir, que tem mais eficiência se for tomado até 48 horas após o início dos sintomas da gripe aguda.

Balanço. Até ontem, 7,1 milhões de pessoas já haviam sido vacinadas em todo o Estado. Cerca de 2 milhões de doses do antiviral foram enviadas para os municípios paulistas. Na capital, foram aplicadas 1,877 milhões de doses.

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