Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Virada terá atrações sugeridas pelo público

Evento, que será nos dias 18 e 19 de maio, contará também com grupo de curadores

Edison Veiga e Juliana Deodoro - O Estado de S.Paulo,

12 Março 2013 | 22h33

A primeira Virada Cultural da nova gestão da Prefeitura de São Paulo será essencialmente participativa. Neste ano, o público poderá dar sugestões sobre quais devem ser as atrações do maior evento cultural da cidade - que tomará o centro da capital nos dias 18 e 19 de maio. Além disso, um time de "notáveis" se juntará ao diretor artístico José Mauro Gnaspini para filtrar e decidir a programação. O anúncio será feito na manhã desta quarta-feira.

Nove pessoas - entre produtores, artistas e intelectuais, do centro e da periferia - terão a tarefa de selecionar os músicos, atores e demais artistas que se apresentarão. A escolha dos curadores, segundo o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira, foi feita entre pessoas que poderiam ajudar a aprimorar a Virada. "Cada um deles tem histórico e capacidade de planejar não só uma área, mas todas as linguagens", comenta.

A maneira como o público poderá enviar suas sugestões ainda não foi decidida pela pasta, mas deverá ser feita pela internet - seja no site do evento, por e-mail ou redes sociais. Outra novidade, segundo Ferreira, será a transmissão ao vivo de atrações na rede para que mesmo quem não puder comparecer à Virada curta a programação.

A rua também terá papel fundamental. Há planos para que aconteçam apresentações fora dos palcos, como um cortejo de manifestações populares tipicamente paulistanas e brasileiras.

Para os pequenos. Já as crianças deverão ter a sua própria "Viradinha", adianta Ferreira, com atrações na manhã do sábado ou do domingo. Um aspecto porém, o secretário garante que não muda: a Virada Cultural permanece no centro. "Considerando toda a experiência dos anos anteriores, a dispersão não ajuda em um evento desse porte."

Para o poeta Sérgio Vaz, fundador da Cooperativa Cultural da Periferia, a Cooperifa, que integra o time de curadores, o grande desafio será incluir a voz da periferia na programação. "Vamos ouvir os coletivos e tentar equalizar isso", diz. "O convite demonstra que vêm novidades."

Gnaspini, diretor artístico de todas as Viradas até hoje, conta que sua equipe já recebeu diversas propostas e inscrições de artistas e grupos que desejam participar do evento. "Vamos ter um trabalho árduo pela frente para selecionar e também trazer novas opções. Com o grupo de curadores, agregamos inteligência e ampliamos possibilidades."

O presidente da Associação Barracões Culturais de Cidadania, Tião Soares, também curador, está animado. "Espero que essa Virada possa ajudar a discutir a cidade a partir da cultura. Temos a possibilidade de criar algo que seja inovador."

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