Rafael Arbex/Estadão
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Virada Cultural teve 108 indiciados e 56 presos em flagrante

Para Haddad, secretarias municipais fizeram um 'excelente trabalho' e polícia agiu para combater abusos

Laura Maia de Castro e Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

19 Maio 2014 | 13h45

SÃO PAULO - Em 24 horas, a 10.ª Virada Cultural teve 56 presos em flagrante entre 108 indiciados por crimes como roubo, furto e tráfico de drogas. O levantamento da Polícia Militar foi apresentado nesta segunda-feira, 19, pelo comandante-geral Benedito Roberto Meira. Houve também 20 adolescentes apreendidos por infrações durante o evento.

Ao todo, a polícia abordou e qualificou 16.686 pessoas - a maioria entre a meia-noite e as 6h de domingo. Isso significa que o número de detidos e encaminhados para as delegacias é muito maior do que os 108 indiciados. Segundo o comandante, só nas primeiras horas do evento, foram encaminhados mais de 60 pessoas para as delegacias por causa dos chamados bondes, grupos que promovem arrastões. Nessas situação, muitos são liberados por não haver provas contra eles.

Ao todo, foram registradas 30 vítimas, a maioria delas (18) por roubo. Como nem todas as pessoas registraram ocorrência por causa das delegacias lotadas, esse número ainda não é total. Entre os feridos, sete pessoas foram baleadas, mas não houve mortos como na edição anterior.

Prefeitura. O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na manhã desta segunda-feira, 19, que as secretarias municipais fizeram um "excelente trabalho" na Virada Cultural de 2014 e que, apesar dos casos de violência, a Polícia Militar agiu para combater abusos. As declarações foram feitas após o prefeito participar da abertura da Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos em um hotel no centro de São Paulo.

"No que concerne à prefeitura, acho que foi feito um excelente trabalho pelas secretarias de Cultura e Serviços. A programação foi aprovada pelas pessoas com as quais eu conversei e fizemos um trabalho melhor em relação a iluminação e limpeza", disse Haddad.

Sobre os episódios de violência, o prefeito disse que teve informações de que a "polícia atuou firmemente" e destacou a cultura como forma de combate ao crimes.

"Para nós é importante que a polícia se tenha feito notar e que tenha agido para coibir os abusos de uma cidade que, nós sabemos, enfrenta uma questão grave de segurança pública. É com mais cultura que nós vamos corrigir esse problema e não com menos", disse.

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