Viracopos estuda ter kit de resgate de avião

Equipamentos usados para tirar cargueiro que quebrou e fechou pista por 46 horas tiveram de ser alugados da TAM

Ricardo Brandt - O Estado de S. Paulo,

16 Outubro 2012 | 22h28

CAMPINAS - A concessionária Aeroportos Brasil, vencedora em fevereiro do leilão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, anunciou nesta terça-feira, 16, que estuda a possibilidade de comprar um equipamento para resgate de aeronaves quebradas na pista, o recovery kit. Acidente na única pista do terminal com um cargueiro no sábado fechou o aeroporto por 46 horas.

A falta do equipamento em Viracopos foi um dos motivos que provocaram a demora na liberação da pista. No período em que esteve fechado, 512 voos foram cancelados e pelo menos 40 mil passageiros, prejudicados.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu procedimento para averiguar o plano de emergência do terminal, que determina quais procedimentos devem ser tomados e por quem em casos como esse. A Anac ameaça suspender as atividades da Centurion Cargo Airlines, dona do avião acidentado. A agência afirmou que, dependendo da apuração dos fatos, "poderá adotar medidas cabíveis, entre elas multas, restrições operacionais e até a suspensão das atividades da empresa aérea no País".

Para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), as ações seguiram o que diz o plano de emergência.

A Aeroportos Brasil disse que a decisão sobre a compra do recovery kit só será anunciada após a empresa assumir definitivamente a operação do terminal, em fevereiro. O equipamento custa cerca de R$ 4 milhões. A concessionária confirmou nesta terça-feira que as obras de construção da segunda pista terão início no segundo semestre de 2014, com operação prevista para 2017.

O recovery kit foi alugado da TAM pela Centurion para remover o MD 11 que teve problemas no trem de pouso ao aterrissar. O equipamento estava em São Carlos. A TAM é a única empresa especializada nesse tipo de remoção e é ela que deve ser acionada em caso de a companhia envolvida no acidente não ter estrutura própria, segundo o plano de emergência de Viracopos.

Prejuízo. A Azul Linhas Aéreas, principal afetada pelo fechamento de Viracopos, começou nesta terça-feira a avaliar os prejuízos provocados pelo cancelamento de cerca de 470 voos da companhia entre sábado e segunda-feira. A empresa, que fala em perdas acima de R$ 10 milhões, não descarta processar a Centurion. / Colaborou Nataly Costa

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