Viola é preso por posse ilegal de armamento e ameaça em Santana de Parnaíba

Ex-atacante do Corinthians também foi autuado por desobedecer ordem judicial e ameaçar a mulher

Ricardo Valota, O Estado de S.Paulo,

06 Outubro 2012 | 08h27

Atualizada às 16h29

SÃO PAULO - O ex-atacante Paulo Sérgio Rosa, o Viola, ídolo do Corinthians, foi preso na noite de sexta-feira, 5, em casa, num condomínio de luxo no Tamboré 3, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele foi detido por desobedecer uma ordem judicial, ser flagrado com armamento de uso restrito e ameaçar a mulher.

Um oficial foi à casa do atleta, de 43 anos,  para cumprir um mandado em favor de sua mulher, que quer se separar do jogador. Ela conseguiu na Justiça o direito de levar o filho de 5 anos do casal, condição para deixar a residência, mas Viola teria impedido a saída dos dois.

Diante do impasse, policiais militares foram acionados pelo oficial e compareceram à casa do atleta com o delegado de Barueri, Ronald Luís Nascimento. Viola, a mulher e o oficial foram à delegacia de Santana de Parnaíba para registrar o boletim de ocorrência.

Depois de a mulher do jogador informar que ele guardava armas em casa, o local foi vistoriado pelos policiais, que encontraram uma pistola calibre 380, um silenciador importado e cerca de 80 munições de vários calibres, entre elas algumas de espingarda calibre 12 -  mesma arma que, no início de 2006, fez com que o jogador fosse preso. De acordo com o delegado, a pistola estava legalmente registrada, mas os demais armamentos, de uso restrito, não.

Viola, segundo a polícia, foi autuado em flagrante por desobediência civil, posse ilegal de armamentos e crime de ameaça. Segundo Nascimento, não foi possível arbitrar fiança e a soltura do ex-jogador depende de determinação judicial. "Não foi possível arbitrar fiança porque a soma dos crimes ultrapassa quatro anos. E porque ele tem uma condenação anterior", explicou.

O jogador encontra-se na Cadeia Pública de Carapicuíba, onde deve permanecer ao menos até esta noite, informou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Viola não quis falar com o estadão.com.br e seu advogado não foi encontrado. Colaboraram Caio do Valle e Felipe Tau

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