WERTHER SANTANA/ESTADÃO
WERTHER SANTANA/ESTADÃO

'Vimos na fisionomia das pessoas que todo mundo ali estava com medo'

Passageira à bordo de avião que teve incêndio na turbina em Congonhas relata momento do incidente

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

22 Fevereiro 2017 | 22h30

SÃO PAULO - Um problema em uma das turbinas de um avião da companhia Latam causou um incêndio no início da noite desta quarta-feira, 22, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. O avião, que seguiria no voo JJ3264 com destino ao Aeroporto Internacional de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, teve a decolagem abortada e recebeu a assistência da equipe de bombeiros civis da Infraero, que controlou as chamas. 

A enfermeira Anarilna Pimentel Costa, de 47 anos, que estava no voo que seguiria de Congonhas para Confins descreveu o momento do incidente. "Estávamos no processo de decolagem quando um escutamos um barulho maior que o normal. Logo depois, ouvimos uma explosão e um clarão, que fez com que o avião perdesse o controle por alguns momentos. Vimos na fisionomia das pessoas que todo mundo ali estava com medo, mas não teve gritos", disse. 

Em seguida, segundo contou, o piloto avisou que estava ocorrendo uma emergência e que todos deveriam permanecer sentados com os cintos afivelados. A enfermeira viajava a passeio a Belo Horizonte com um filho de 6 anos e outra filha de 14. Às 21h30, ela estava próximo a área de check-in aguardando informações sobre o que faria. "Nos deram a opção de ir para um hotel e embarcar amanhã ou aguardar para ver se haverá espaço em outros voos que estão atrasados. Estou aqui aguardando para me decidir", disse. 

Os passageiros permaneceram mais de uma hora na aeronave, enquanto os bombeiros realizavam um trabalho de resfriamento. "Teve um momento em que passou tudo pela cabeça porque a gente não sabia se o avião ia parar, se ia bater em algo", acrescentou Anarilna. "Como não tinham contado para gente o que ocorreu, isso dá mais medo para a próxima vez que o avião for decolar. Não sei o que vou fazer, nem sei se vou querer entrar. É complicado."

O voo no qual o administrador Henry Visconde, de 50 anos, vinha de Brasília a São Paulo teve de ser desviado para Campinas, onde ficou sobrevoando o Aeroporto até a pista na capital ser liberada. "Ficamos rodando 40 minutos no ar até conseguir voltar. O comandante avisou que havia tido uma emergência em Congonhas e teríamos de fazer isso", contou após conseguir desembarcar em Congonhas, por volta das 21h.       

                 

 

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