Vila Olímpia terá viaduto hi-tech

Obra é contrapartida à construção de shopping e torres comerciais em região de trânsito saturado

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

13 Março 2012 | 03h08

O projeto do viaduto que promete ser o mais moderno da capital paulista começa a sair do papel neste semestre. Exigida pela Prefeitura como contrapartida à construção do WTorre Plaza - conjunto de prédios comerciais, com shopping e teatro anexos na Vila Olímpia, na zona sul -, a obra vai ligar a Avenida Juscelino Kubitschek às pistas expressas da Marginal do Pinheiros, sentido Castelo Branco.

A estrutura, de iluminação especial noturna, pilares simples e base metálica, ficará entre as Pontes Cidade Jardim e Engenheiro Ary Torres.

Segundo a construtora, o acesso ao novo viaduto será feito a partir do cruzamento da Rua São Marun com a Juscelino Kubitschek, bem na frente do Parque do Povo. O motorista poderá escolher entre continuar pelas pistas expressas da Marginal ou pela pista central disponível nesse trecho. Já as faixas locais passarão a ser utilizadas por veículos que cruzam o Rio Pinheiros pela Ponte Cidade Jardim ou pelos que seguem em direção à Avenida Eusébio Matoso.

Projetado por um escritório alemão de arquitetura, o viaduto hi-tech deverá compor o novo visual da região, marcado por prédios inteiramente envidraçados, que refletem a paisagem viva do entorno. O conjunto inclui o Shopping JK Iguatemi, com previsão de ser inaugurado em abril (leia mais ao lado), um boulevard de restaurantes e o antigo prédio da Daslu, que será totalmente repaginado para perder sua arquitetura neoclássica e ganhar um teatro para mil pessoas.

Estima-se que o conjunto, que começou a ser construído em 2006, quando a WTorre comprou o antigo "esqueleto da Eletropaulo", atraia diariamente mais de 70 mil carros à região, cujo tráfego já é saturado. Todo o complexo terá seis andares subterrâneos de garagens.

Mais. Para amenizar o impacto, além do viaduto, a empresa terá de realizar outras três contrapartidas: a criação de uma quarta faixa na pista local da Marginal, entre a Rua Quintana e a Ponte Engenheiro Ary Torres; a extensão da ciclovia que margeia o rio, entre as Estações Hebraica e Villa-Lobos da CPTM; e uma passarela para interligar a ciclovia ao Parque do Povo. O pacote está avaliado em R$ 90 milhões.

A "ciclopassarela" deverá ocupar parte da calçada do parque instalada na Marginal. Segundo a construtora, o projeto inicial de fazer a interligação a partir de uma área interna do parque foi descartado para que o acesso seja possível durante um período maior, de preferência no horário de funcionamento da CPTM: a partir das 4h.

As licenças necessárias para a execução dos serviços estão em análise. Os trabalhos devem durar cerca de um ano.

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