Vila Maria abusa de grandes carros e tecnologia no Anhembi

Escola, porém, enfrentou problemas em uma das alegorias, terminando desfile no limite do tempo

Gabriel Pinheiro, estadao.com.br

13 Fevereiro 2010 | 05h25

 

SÃO PAULO - Uma das mais antigas escolas do carnaval de São Paulo, a Unidos de Vila Maria apostou em grandes alegorias para fazer jus a um samba-enredo que exaltava a importância do ferro para a humanidade - "A Indústria que Manipula o Ferro é Mãe de Todas as Outras". Entre os carros, o destaque ficou com aquele que representava a guerra, carregado de luzes e milimetricamente coreografado. A Vila Maria, porém, enfrentou problemas em um de seus grandes carros, terminando o desfile no limite.

 

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A escola - que levou 4,8 mil integrantes para a avenida, um número acima da média - precisou chamar reforços para fazer a montagem de suas alegorias. A equipe separada para a função era de 250 pessoas, mas em função da chuva intensa foi preciso chamar aproximadamente mais 60 pessoas para fazer a organização à tempo.

 

 

"Nós viemos para disputar, independentemente das outras escolas", disse o carnavalesco de Vila Maria, Fábio Borges A agremiação foi a oitava colocada no ano passado, posição que, segunda ele, "a escola não aceita."

 

Nos cinco carros alegóricos da Vila Maria, ele trabalhou principalmente com recursos de iluminação, muito usado pelas escolas de samba do Rio de Janeiro. "São Paulo ainda se preocupa com o luxo dos detalhes e do brilho. Mas eu estou apostando em luxo diferente do que está sendo mostrado, no impacto da iluminação nas alegorias."

 

O destaque foi a dançarina Scheila Carvalho, que vai desfilou com um monitor cardíaco. Ela está grávida de quatro meses e fez acompanhamento médico para desfilar.

 

(Com Lucinda Pinto e Wladimir D'Andrade, da Agência Estado)

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