Vigilante passou noite no telhado

Único mantimento era uma garrafa de cachaça

, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2010 | 00h00

"Passei dois dias em cima de casa. Só saí quando a água baixou", diz o vigilante Edvaldo Nazário da Silva, de 34 anos, ao acender uma fogueira. Ele perdeu tudo o que tinha com a enchente do Rio Mundaú, que devastou Murici, a 80 km de Maceió. "Aqui na rua a cheia não quis saber quem era rico ou podre, derrubou a casa de todo mundo, até a casa do prefeito", afirma Silva, que trabalha como vigia do cartório da cidade, também destruído.

 

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Quando o rio começou a encher, na sexta à noite, Silva levou a mulher e os quatro filhos para a casa de parentes na parte alta de Murici. "Quando voltei para pegar o resto das coisas, a água já tinha subido muito." Só restou a ele e a um amigo subir no telhado da casa, onde passaram a noite e o dia seguinte. "Nossa comida foi uma garrafa de cachaça, não vou mentir." / R.R.

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