Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Vigilância confirma primeira morte por febre amarela no Vale do Paraíba

Familiares afirmam que o jovem pegou o vírus em Mairiporã, na Grande São Paulo, onde tinha passado as festas do fim do ano em casa de amigos

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2018 | 09h53

SOROCABA - A Vigilância Epidemiológica confirmou nesta quarta-feira, 31, a febre amarela como causa da morte de um jovem de 28 anos, em São José dos Campos, interior de São Paulo. É o primeiro óbito pela doença registrada no Vale do Paraíba, região paulista que faz divisa com o Estado do Rio de Janeiro. 

 

O paciente, o gesseiro Marconio João de Barros, morava no Jardim Imperial, bairro da zona sul da cidade, e morreu no dia 10 de janeiro. O caso vinha sendo investigado como suspeito, mas a Vigilância confirmou a doença após ter recebido o resultado dos exames.

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Familiares disseram que Barros pegou o vírus em Mairiporã, na Grande São Paulo, onde tinha passado as festas do fim do ano em casa de amigos. A cidade, considerada de alto risco, está em calamidade pública com o registro de 23 mortes pela febre amarela, conforme a Secretaria de Saúde do Estado. Ele começou a apresentar os sintomas no dia 2 de janeiro, mas apenas no dia 8 foi internado no hospital da Vila Industrial, já em estado grave. 

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A vítima era natural do Estado de Pernambuco e morava em São José dos Campos havia 12 anos. A prefeitura informou que todas as medidas de bloqueio do caso já foram tomadas. Até o cemitério onde o corpo do doente foi sepultada passou por nebulização.

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SUSPEITA - A prefeitura de Hortolândia, na região de Campinas, investiga dois casos suspeitos de febre amarela no município, que ainda não tem registro da doença. Os dois pacientes que apresentaram sintomas têm histórico recente de viagem, segundo a Secretaria da Saúde. Eles não precisaram ficar internados e estão e recuperando em casa.    

Conforme a pasta, a vacina contra a doença está disponível em todas as unidades de saúde do município. Hortolândia está na lista de cidades em risco para a doença divulgada pelo Ministério da Saúde. 

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