Vigias devem usar armas?

"O risco de tiroteio durante um assalto é muito grande"

, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2010 | 00h00

Nabil Sahyoun

Por que não há vigilantes armados dentro dos shoppings?

O risco é muito grande. Se o vigia reagir, pode haver tiroteio. Aí há correria, pânico e risco de alguém ser baleado. A orientação é que os seguranças não reajam a assaltos dentro dos shoppings, só na área externa.

Mas nem armas não-letais?

Já fizemos estudos sobre isso e ainda é arriscado. O bandido não sabe se a arma que o vigilante sacou é letal ou não e vai atirar do mesmo jeito.

Não considera privilégio shoppings pedirem a presença da PM em suas portas?

Não é privilégio. Se você vai a um jogo de futebol, tem carro de polícia na porta do estádio. Há shoppings que recebem mais de 50 mil pessoas por dia. A segurança pública está aí para isso.

"Letais ou não, armas só devem ser usadas no momento certo"

Flávio Sandrini

Superintendente da VS Segurança

A falta de vigilantes armados não deixa o shopping vulnerável?

Não acredito nisso. Mas é importante dizer que há muitos shoppings que têm vigilantes armados. Armar ou não os vigilantes é uma decisão do shopping.

Como avalia o uso de armas não-letais dentro dos shoppings?

Somos a primeira empresa do País a ter autorização para usar arma não-letal, o taser. O grupo Iguatemi, nosso cliente, foi pioneiro no uso dessas armas.

Não há risco de o bandido confundir o taser com uma pistola e começar a dar tiros?

Tanto armas letais quanto não letais devem ser usadas no momento certo. Daí a importância de se treinar os vigilantes. Eles devem avaliar se vale ou não a pena usar a arma, pensando na segurança dos clientes, do shopping e na sua própria vida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.