André Lessa/AE
André Lessa/AE

Vigia confirma ter visto Gil Rugai deixar cena do crime

Réu ouviu atentamente as explanações de seus advogados e só se movimentou quando imagens da rua onde as mortes ocorreram foi mostrada

18 de fevereiro de 2013 | 17h39

De terno escuro, cabelos curtos e semblante calmo, Gil Rugai acompanhou do plenário os depoimentos do primeiro dia de julgamento. Sem demonstrar qualquer emoção - nem quando o vigia noturno da rua confirmou tê-lo visto o réu deixar a cena do crime -, o réu ouviu atentamente as explanações de seus advogados e só se movimentou quando imagens da rua onde as mortes ocorreram foi mostrada no telão. 

 

Na entrada do Fórum da Barra Funda, por volta das 10h desta segunda-feira (18/02), Gil disse apenas estar "confiante e tentando se manter confiante". Questionado sobre a tese da acusação, disse que "não há provas contra ele."

 

Jurados. O futuro de Gil Rugai será decidido por um grupo formado por engenheiro, bancário, funcionário do Banco Central, contador, diretor de escola, funcionário público e assistente de Recursos Humanos. A relação tem cinco homens e duas mulheres, na faixa etária dos 20 aos 50 anos.

 

O nível profissional dos escolhidos tornará, segundo especialistas, a decisão pela absolvição ou condenação do réu mais técnica e embasada nos fatos colhidos em todo o processo.Para o jurista Luis Flávio Gomes, trata-se de um júri diferenciado. "Essas pessoas não serão facilmente enganadas. Tanto a acusação como a defesa vai ter trabalho para emplacar suas teses".

 

Pacato. Aos 29 anos, Gil Rugai leva uma vida pacata, ao lado da avó materna, que sofre de Mal de Alzheimer, em uma casa no bairro de Perdizes. Não trabalha nem estuda formalmente. 

 

Todas as tentativas de cursar uma faculdade foram frustradas. Em 2008, mudou-se para a cidade gaúcha de Santa Maria para prestar vestibular - a decisão lhe rendeu nova prisão, já que não a Justiça não foi consultada.

 

Atualmente, o estudante cumpre apenas compromissos religiosos. Vai à missa quase todos os dias e mantém contato só com familiares.

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