Vídeo que circula na internet revela selvageria em Sorocaba

Imagens mostram agressores chutando a cabeça de um metalúrgico na saída de uma casa noturna na cidade

José Maria Tomazela - O Estado de S. Paulo,

11 de junho de 2008 | 11h06

Um vídeo que mostra um grupo de dez rapazes agredindo de forma brutal o metalúrgico Fabiano Dias Rodrigues, de 23 anos, na saída de uma boate, em Sorocaba, foi parar na internet e causa revolta entre os internautas.  As imagens que mostram o grupo perseguindo, derrubando e chutando o rapaz caído são chocantes. Alguns internautas reclamam da demora da polícia em identificar os agressores, mesmo tendo as imagens à disposição.  O crime ocorreu às 5h30 do dia 1.º na frente de uma boate, na região central da cidade. As imagens foram captadas pela câmera externa da casa noturna e mostram o metalúrgico correndo pela rua, perseguido por três rapazes. Um deles o atinge com um pontapé e o derruba.  O rapaz ainda tenta escapar entrando no estabelecimento, mas é agarrado e puxado para a rua. Outros sete agressores se juntam ao bando e dão início a um verdadeiro massacre. Sem qualquer chance de defesa, Rodrigues é chutado pelo menos 30 vezes. Os agressores miram principalmente sua cabeça.  Quando a maior parte do grupo se retira, com o rapaz já desmaiado no chão, dois agressores continuam a sessão de pontapés. Um deles, com requinte de crueldade, chuta várias vezes a cabeça da vítima e depois pula sobre ela com os dois pés. Esse agressor seria menor de idade.  Um segurança do estabelecimento e algumas pessoas assistem à cena sem intervir ou chamar socorro. Quando a vítima finalmente é socorrida e levada a um pronto-socorro, estava em estado de coma.  Os exames constataram fraturas na face e traumatismo craniano. O caso foi registrado como "agressão de natureza grave" na Delegacia Participativa, mas as imagens mostram que alguns integrantes do bando agiram com intenção de matar.  O crime está sendo investigado pelo 5.º Distrito Policial, mas até essa quarta-feira, ninguém foi preso ou detido. O delegado José Ordele Lima Júnior não confirmou se algum integrante já foi identificado. Ele alegou que prefere não divulgar nada até que as investigações sejam concluídas.  A família do metalúrgico está assustada e revoltada. A mãe do rapaz, que pediu para não ser identificada, disse que não sabe o que levou à tanta violência contra o filho. Ela contou que ele estava muito abalado com o rompimento de um namoro e vinha passando por tratamento psiquiátrico. Rodrigues continua em coma e seu estado era considerado grave. 

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