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Vídeo mostra que PM executou outro suspeito na zona oeste de SP

Imagens exibidas pela TV Globo mostram que suspeito de assalto é detido no telhado de uma casa no Butantã, algemado, atirado ao chão por um policial e depois baleado

O Estado de S. Paulo

12 de setembro de 2015 | 21h02

SÃO PAULO - Um novo vídeo mostra que policiais militares do 16.º Batalhão da PM executaram um outro suspeito de roubo de uma motocicleta no Butantã, na zona oeste de São Paulo. Exibidas neste sábado, 12, pela TV Globo, as imagens mostram o momento em que o suspeito Fernando Henrique da Silva foi detido por um homem das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicleta (Rocam), do batalhão. O soldado localiza o suspeito escondido no telhado de uma casa. Silva é algemado e depois atirado de uma altura de oito metros no chão. Em seguida, escutam-se dois tiros.

Os dois policiais acusados desse crime haviam sido detidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), mas soltos por falta de provas. Outros cinco policiais – todos do 23.º Batalhão – estão presos sob a acusação de terem, no mesmo caso, executado Paulo Henrique de Oliveira, que era o comparsa de Silva. 

A morte dos dois aconteceu no dia 7 de setembro. Eles foram surpreendidos por policiais militares quando estavam em uma motocicleta roubada. Foram perseguidos até que abandonaram a moto e tentaram fugir a pé. Oliveira foi detido em uma rua. 

Sua execução foi registrada por câmeras de segurança. Elas mostraram que os PMs os algemaram e constataram que ele estava desarmado. Em seguida, soltaram as algemas e mandaram o ladrão sentar. Um dos PMs disparou dois tiros no abdome da vítima e, depois, buscou uma arma na viatura, que foi colocada ao lado do corpo de Oliveira.

Com base no vídeo, o Ministério Público pediu a prisão temporária dos acusados. A 5.ª Vara do Júri decretou a prisão dos cinco PMs acusados de matar Oliveira. Dois outros policiais que teriam matado Silva estavam em liberdade até o começo da noite de ontem. 

O promotor Rogério Zagallo, responsável pelo caso, não tinha conhecimento da existência do vídeo. Segundo a PM, a corregedoria da corporação, que abriu um inquérito sobre o caso, estava analisando as novas imagens – feitas por meio de um telefone celular  e era possível que novas prisões de policiais ocorressem no caso.

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