Vidente depõe sobre morte de ministro do TSE

A Polícia Civil do Distrito Federal toma hoje o depoimento da autointitulada vidente Rosa Maria Jaques. Ela foi presa sob a acusação de participar de uma farsa para embaralhar a investigação do assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, de sua mulher, Maria, e da empregada do casal, Francisca Nascimento. Os três foram mortos a facadas em agosto de 2009. O marido dela, João Tocchetto, também foi preso.

Vannildo Mendes / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2010 | 00h00

Por ordem judicial, a Polícia prendeu anteontem a filha mais velha das vítimas, Adriana Villela, e mais quatro pessoas acusadas de obstruir as investigações. Adriana e o irmão, Augusto, são os herdeiros dos imóveis, ações e investimentos do pai.

Os outros dois presos são o policial José Augusto Alves, suspeito de ter plantado uma prova falsa para incriminar supostos autores do crime, e a faxineira do casal, Guiomar Barbosa.

Adriana e Guiomar conheciam a vidente que, segundo a polícia, teria sido instruída a incriminar os falsos autores, como se fosse fruto de uma revelação paranormal. A delegada Martha Vargas, que comandava o inquérito, aceitou a falsa imputação da vidente e prendeu três suspeitos, que depois foram soltos por falta de provas. Chefe de Alves na época, Martha corre o risco de ser indiciada no inquérito.

Em contato com os advogados, Adriana disse que buscou a vidente por desespero, diante da inércia da polícia em desvendar o caso e negou que tenha combinado com ela uma versão para desviar a polícia do foco da investigação.

O advogado José Maria Alckmin, que assumiu o caso, vai entrar com pedido de habeas corpus pedindo o relaxamento da prisão de Adriana.

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