Viagem SP-Campinas será mais rápida

Construção da 5ª faixa na Bandeirantes entre o km 16 e o km 47 deve aliviar tráfego; Anhanguera também terá ampliação até Vinhedo

O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2011 | 03h05

A viagem entre São Paulo e a região de Campinas ficará mais rápida. A implantação de uma faixa adicional no Sistema Anhanguera/Bandeirantes promete, até 2014, aumentar a capacidade de tráfego nas duas rodovias e reduzir o tempo do deslocamento, devolvendo qualidade de vida principalmente a quem optou por morar no interior e trabalhar na capital.

A melhora está diretamente relacionada à construção da quinta faixa de tráfego na Rodovia dos Bandeirantes, entre o km 16 e o km 47, em Jundiaí, onde está o principal gargalo da via. No acesso à cidade, o trânsito para até fora do horário de pico. Nos fins de semana, também há registro de congestionamentos, especialmente aos domingos, quando donos de chácaras na região voltam para casa.

As obras começam em 2013 e devem durar um ano. O investimento é de R$ 83,4 milhões e tem como objetivo atender melhor os mais de 52 mil motoristas que utilizam a estrada todos os dias, segundo dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

A alta demanda no eixo São Paulo-Campinas é reflexo do crescimento contínuo dos condomínios fechados à beira do Sistema Anhanguera/Bandeirantes. São casas de alto padrão que atraem cada vez mais paulistanos às vizinhas Jundiaí, Louveira e Vinhedo.

Os novos moradores, no entanto, têm mexido não apenas com o setor imobiliário ou de serviços da região, mas com o trânsito. De manhã, quem segue em direção à capital chega a ficar até uma hora e meia preso no congestionamento em um trajeto de cerca de 45 km que pode ser feito em 40 minutos.

Na Anhanguera, como intervenção complementar, será executada a terceira faixa no trecho entre Jundiaí e Vinhedo. A primeira fase da obra, que ampliará o espaço para os carros no trajeto até Louveira, começa no próximo ano e tem previsão de terminar em 2013. Serão gastos R$ 38,6 milhões.

O conjunto é esperado por quem vê a lentidão nas duas pistas existentes hoje na Anhanguera crescerem ano a ano. Além de absorver o trânsito extra gerado pelos condomínios, a pista adicional também contemplará o crescente movimento de trabalhadores de centros de logística de empresas instaladas na mesma região.

"Deixei São Paulo em busca de qualidade de vida há 18 anos. Moro em Louveira, mas parece que continuo na capital. A Anhanguera trava todos os dias, de manhã e à noite. Parece uma avenida", diz a gerente comercial Márcia Viezzer Fajardo, de 49 anos. A terceira faixa, segundo a moradora, vai aliviar o fluxo na hora do rush. "Muita gente se desloca entre as cidades vizinhas para trabalhar, fora todo mundo que segue para São Paulo. Com mais uma pista, o trânsito, espero, vai andar mais."

Expresso Jundiaí. Quando as pistas adicionais da Bandeirantes e da Anhanguera já estiverem saturadas, o governo estadual promete entregar o Expresso Jundiaí, em 2015, e reduzir para 25 minutos o tempo de viagem.

A ligação, anunciada em agosto pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), será direta, sem paradas, entre as Estações Jundiaí e Água Branca da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Mas, assim como as novas pistas, o investimento - de R$ 2 bilhões - não será assumido pelo governo - a proposta é viabilizar o projeto por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).

A expectativa é de que a inauguração do Expresso Jundiaí possa tirar até 40% dos carros que utilizam o sistema hoje. Para ampliar o porcentual e ainda reduzir as filas nas duas rodovias, o governo também pretende ofertar mais linhas intermunicipais entre as cidades vizinhas da região./ ADRIANA FERRAZ

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