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Viaduto do Chá terá quitutes de chefs

Feira gastronômica vai servir de bacalhau a cachorro-quente a R$ 15 na festa de SP

Por VALÉRIA FRANÇA
Atualização:

Dezesseis chefs estrelados deixam a operação cotidiana de seus restaurantes na sexta-feira para servir quitutes em uma feira gastronômica na comemoração de 459 anos de São Paulo. A terceira edição do Chefs na Rua será no Viaduto do Chá, no centro, das 14h às 22h. Os pratos vão custar de R$ 5 a R$ 15. Vai ter de cachorro-quente francês a acarajé. Desta vez, a feira será temática, uma homenagem à gastronomia paulistana. O português Luiz Espadana, de 35 anos, do restaurante Tasca da Esquina, elaborou uma espécie de virado de bacalhau. Além do peixe desfiado, leva azeitona, salsinha, batata palha e cebola. "Coloco ainda ovo batido para dar liga e ficar com jeitão de virado." O Bacalhau à Bráz é o prato mais vendido do restaurante. No cardápio da casa, custa R$ 72. Na feira, uma porção menor que a do restaurante sai por R$ 15. Outra opção do evento é o estrogonofe de carne que Janaina Rueda serve no Bar da Dona Onça, no centro. "Esse foi o grande prato das festas na década de 1970", diz a chef. "De origem russa, a iguaria chegou a São Paulo como se fosse francesa, uma coisa chique." Ele está entre os quatro pratos mais vendidos da Dona Onça e concorre com o mexidinho (risoto de carne moída, feijão e farinha de mandioca), picadinho de carne e rabada. Mais estrutura. As primeiras edições do evento fizeram tanto sucesso que causaram até tumulto. Para a festa de aniversário da cidade, o Chefs na Rua está mais estruturado. "No ano passado, houve uma sobrecarga do sistema elétrico, e a luz caiu. Enquanto a energia não retornava, os clientes foram se acumulando na fila", conta Raphael Despirite, do restaurante Marcel, nos Jardins. "Não vou usar nenhum equipamento elétrico. Será tudo a gás.""Eu não esperava que aparecesse tanta gente. Dessa vez, estou levando o dobro de funcionários e equipamentos que agilizam um produção rápida", diz Raphael, que vai repetir o cardápio, cachorro-quente francês. No lugar do pão de hot-dog, baguete. No recheio, além de uma salsicha especial, mostarda Dijon e queijo. Tudo gratinado. Doce. Na festa de aniversário não vai faltar brigadeiro. Dona de um negócio que inspirou diversos concorrentes, a chef Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, dispensou as frescuras para chegar a preços democráticos. O brigadeiro de colher (R$ 6) vai sair direto da panela para o copinho de plástico. Já a dupla de brigadeiro clássico e branco (R$ 5) será vendida num papel convencional de docinho.

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